Nove candidatos têm mais votos que eleitos, mas ficam fora da Assembleia Legislativa

O resultado das eleições para a Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) produziu uma situação característica do sistema proporcional: nove candidatos receberam mais votos do que alguns parlamentares eleitos, mas não conquistaram uma cadeira na Casa de Epitácio Pessoa.

Isso ocorre porque, nas eleições proporcionais, a votação individual não é o único critério para definir os eleitos. As cadeiras são distribuídas conforme o desempenho dos partidos e federações, considerando o quociente eleitoral e as regras de distribuição das vagas.

Entre os candidatos que ficaram de fora, Geska de Laurinho (PL) teve a maior votação:

Geska de Laurinho (PL): 32.141 votos

Larúcia (MDB): 29.173 votos

Eduardo Brito (PSB): 28.442 votos

Lindolfo Pires (PP): 28.141 votos

Fernanda Alvino (União): 27.714 votos

Galego Souza (PP): 25.216 votos

Dudu Soares (PP): 24.680 votos

Tovar (MDB): 23.845 votos

Bosco Carneiro (PP): 23.723 votos

Para efeito de comparação, Flávio Brasileiro (PT) foi eleito com 23.756 votos, apenas 33 votos a mais que Bosco Carneiro. Já Jutay Meneses (28.151 votos) e Chió (27.228 votos) também foram eleitos com votação inferior à de Geska.

O resultado demonstra como o sistema proporcional pode produzir diferenças entre a votação individual e a conquista de uma cadeira: candidatos com mais votos podem ficar como suplentes, enquanto outros, com votação menor, são eleitos em razão do desempenho de suas legendas.

Difusora1 com informações do PB Agora

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