A Polícia Federal investiga uma empresa suspeita de desviar verbas da merenda escolar no Ceará, que teria movimentado mais de R$ 19 milhões. No último dia 30 de dezembro, dois homens foram presos em flagrante em Iguatu, após sacarem R$ 400 mil em espécie em uma agência do Banco do Brasil. Segundo a PF, o dinheiro teria sido retirado a mando do empresário Diego Marcondes Cartaxo Tavares, proprietário da DLA Comercial de Alimentos EIRELI.
De acordo com documentos obtidos pela investigação, Antônio Oliveira Filho e Wallis Bernardo do Carmo realizaram o saque por meio de cheques e foram abordados minutos depois, enquanto eram escoltados por um policial militar identificado como “Bebeto”, que não foi preso. A dupla negou qualquer irregularidade e foi indiciada por lavagem de dinheiro. No dia seguinte, ambos foram soltos após audiência de custódia, mediante pagamento de fiança no valor total de R$ 60 mil, e responderão ao processo em liberdade.
Em nota divulgada após a publicação da reportagem, a defesa de Diego Marcondes Cartaxo Tavares e da DLA Comercial de Alimentos afirmou que não há relação entre a empresa e o saque dos R$ 400 mil, sustentando que se trata de uma empresa idônea e que eventuais questionamentos bancários serão esclarecidos no curso da investigação. A PF, no entanto, aponta indícios de uso de pessoas físicas e jurídicas interpostas para saques em espécie. Diego já era investigado por fraudes em licitações e desvios de recursos federais do FNDE destinados ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).
Difusora1 com informações do Diário do Nordeste