Empresário aponta crescimento tímido no comércio de Cajazeiras e critica impacto da taxa Selic na economia; ouça

O empresário Alexandre Costa, ex-presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Cajazeiras, avaliou o desempenho do comércio local no período de fim de ano e destacou que, apesar de haver crescimento, os números ficaram abaixo do esperado. A análise foi apresentada nesta quarta-feira (31), durante entrevista ao programa Sempre Alerta, da Rádio Patamuté FM, com base em uma enquete informal realizada junto a empreendedores da cidade. Segundo ele, o levantamento segue a mesma metodologia aplicada em datas comemorativas como São João, Carnaval, Dia dos Pais e Natal, ouvindo desde grandes até pequenos comerciantes sobre as projeções de faturamento.

De acordo com Alexandre Costa, os resultados precisam ser analisados por setores, já que o desempenho varia bastante. “Tem setor que vende mais do que outro. O setor de roupas chegou até a 8%, o de confecções também teve crescimento, enquanto outros, como o de calçados, estagnaram”, explicou. No balanço geral, a média apontou um crescimento entre 4,5% e 4,8%, percentual que ele considera modesto. “É um crescimento razoável, mas podia ser melhor”, avaliou, ressaltando que alguns empresários tiveram aumento de 8% a 12%, enquanto outros ficaram abaixo da média.

O ex-presidente da CDL também comentou a sensação recorrente de que “o comércio está parado”, percepção comum entre quem circula diariamente pelo centro comercial da cidade. Para ele, o cenário não é exclusivo de Cajazeiras e se repete em outros polos regionais, como Juazeiro do Norte e Campina Grande. Alexandre Costa atribuiu a principal causa dessa desaceleração à política econômica nacional, especialmente à taxa básica de juros. “O Brasil hoje está com uma camisa de força, e o nome dessa camisa de força chama taxa Selic”, afirmou.

Segundo o empresário, os juros elevados dificultam o acesso ao crédito e inviabilizam a expansão dos negócios. “Não tem negócio no mundo que aguente pegar empréstimo com juros reais altos, lidar com inadimplência e ainda fechar as contas”, disse. Para ele, enquanto não houver mudanças na condução da política econômica, o comércio continuará enfrentando dificuldades. “Enquanto isso não mudar, a pancada vai ser essa”, concluiu.

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Redação D1

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