Suspeito de feminicídio em posto de saúde no Agreste da Paraíba envia áudio à ex-sogra após crime e segue foragido

Um homem é suspeito de assassinar a ex-mulher no momento em que ela chegava para trabalhar em um posto de saúde do município de Arara, no Agreste paraibano, na manhã desta quarta-feira (7). Logo após o crime, ele teria enviado uma mensagem de áudio à ex-sogra, informando sobre o ocorrido de forma fria e direta.

A mãe da vítima, identificada como Ascléia Ferreira da Silva, concedeu entrevista à imprensa em João Pessoa e relatou o conteúdo da mensagem. Segundo ela, o suspeito enviou um áudio dizendo: “Marizete, vá buscar sua filha, tá lá embaixo no posto”. A mulher contou que não chegou a responder porque ainda estava dormindo no momento do envio. A confirmação da morte da filha veio pouco depois, por meio de uma irmã.

O principal suspeito do crime é Raimundo Cesar Pereira Faustino, ex-companheiro da vítima, que até a última atualização desta reportagem não havia sido localizado pelas forças de segurança. De acordo com o delegado Diógenes Fernandes, responsável pela investigação, Raimundo teria informado a pessoas próximas que pretende se entregar à polícia, o que ainda não ocorreu.

As investigações apontam que o casal havia se separado recentemente e que o crime pode ter sido premeditado. Conforme explicou o delegado, a possível motivação estaria relacionada a ciúmes e comportamento possessivo. O suspeito não teria aceitado o fato de a ex-mulher ter participado de uma festa durante a virada do ano, episódio que teria gerado discussões e ressentimento. Após o evento, ele chegou a enviar mensagens à ex-sogra, responsabilizando-a por ter permitido que Ascléia fosse à comemoração.

Durante diligências realizadas na residência do suspeito, a polícia apreendeu munições. Segundo Diógenes Fernandes, Raimundo possuía armas de fogo, tanto de forma irregular quanto registradas, além de experiência no manuseio, já que era praticante de caça. “Ele tinha familiaridade com armas e munições, o que aumenta a gravidade do caso e reforça a hipótese de planejamento”, afirmou o delegado.

O crime causou forte comoção entre moradores de Arara e colegas de trabalho da vítima, que era conhecida na comunidade. O caso segue sendo investigado como feminicídio, e a polícia pede que qualquer informação que possa ajudar na localização do suspeito seja repassada de forma anônima às autoridades.

Redação D1

Gostou Compartilhe..