O programa Boca Quente abriu espaço para um debate direto sobre a situação dos animais em Cajazeiras, após denúncias de envenenamento, abandono e ausência de políticas públicas mais eficazes. As falas revelaram indignação, cobranças e a posição oficial da gestão municipal diante do problema.
Denúncia de Elmo Lacerda
Elmo Lacerda denunciou casos de envenenamento de cães e gatos, com registros recentes no bairro Cristo Rei e em outras áreas da cidade. Ele classificou os atos como cruéis e lamentou o que considera uma degradação humana. Em sua fala, defendeu que a causa animal já se tornou uma questão de saúde pública e cobrou ações mais firmes da Prefeitura.
O comunicador sugeriu a criação de uma secretaria específica para cuidados com animais e combate aos maus-tratos, além de maior envolvimento da gestão municipal, parlamentares e da sociedade civil no enfrentamento do problema.
Resposta da secretária Branquinha Abreu
A secretária de Meio Ambiente, Branquinha Abreu, afirmou que a Prefeitura repudia qualquer forma de maus-tratos a animais. Segundo ela, a população deve denunciar casos à Polícia Civil e à Secretaria de Meio Ambiente, que atua em parceria com os órgãos de segurança e o Conselho Municipal de Proteção Animal.
Branquinha explicou que a pasta recebe denúncias diariamente e realiza fiscalizações, reforçando que crimes ambientais são investigados e podem resultar em punições. Ela destacou ainda a importância de divulgar os canais de denúncia para ampliar a participação da população.
Cobrança da defensora Cléo Moura
Cléo Moura afirmou que a situação dos animais abandonados em Cajazeiras é visível nas ruas, com registros frequentes de doenças, atropelamentos e maus-tratos. Ela relatou dificuldades pessoais para manter animais resgatados e criticou a demora nas castrações.
A defensora destacou que sua atuação não tem caráter político, mas de cobrança por ações concretas, como mutirões de castração e assistência contínua aos animais em situação de rua.
Resposta da Secretaria de Meio Ambiente
Em resposta, Branquinha Abreu reconheceu a gravidade da causa animal e defendeu a criação futura de uma secretaria específica para o tema. Ela ressaltou, porém, que a Secretaria de Meio Ambiente atua dentro dos limites do orçamento disponível.
A secretária informou que milhares de castrações já foram realizadas pelo município e citou a construção do Centro de Zoonoses como um avanço que deve ampliar os atendimentos e ações preventivas.
O debate evidenciou que a causa animal em Cajazeiras exige ações mais estruturadas e integração entre poder público e sociedade. Apesar das divergências, as falas apontaram para a necessidade de fortalecer políticas públicas e ampliar o enfrentamento aos maus-tratos e ao abandono de animais no município.
Difusora1