A fibromialgia é uma doença crônica que compromete de forma significativa a qualidade de vida de quem convive com dores constantes, fadiga e alterações do sono, mas que ainda enfrenta estigmas e preconceitos. Segundo o médico reumatologista Rômullo Lobo, “é uma patologia que influencia diretamente a vida do paciente, desde atividades simples do dia a dia até o convívio social, e muitas vezes não é compreendida por quem não conhece a doença”.
Os primeiros avanços legais ocorreram em 2019, com um projeto de lei nacional que reconheceu a fibromialgia, ainda de forma limitada. Nos anos seguintes, estados e municípios passaram a adotar medidas mais concretas. Em Cajazeiras, por exemplo, uma lei municipal sancionada em 2021 garantiu a identificação do paciente com fibromialgia e prioridade em alguns serviços. “Não era suficiente, mas foi um primeiro passo. Grandes lutas começam com pequenos avanços”, destaca o médico.
O marco mais relevante veio em 2024, com a lei estadual da Paraíba que reconheceu a fibromialgia como deficiência física. A partir desse reconhecimento, os pacientes passaram a ter acesso a direitos como passe livre para transporte, prioridade na marcação de consultas e exames e maior facilidade para obtenção de medicamentos. “Isso facilita o tratamento contínuo, principalmente para quem precisa se deslocar para outras cidades em busca de atendimento especializado”, explica Rômullo Lobo.
Em nível nacional, a partir de janeiro de 2026, a fibromialgia passou a ser oficialmente reconhecida como deficiência em todo o país. Para o especialista, a medida representa uma conquista histórica: “Esse reconhecimento é mais do que necessário. Ele garante direitos, melhora o acesso ao cuidado e também ajuda a sociedade a entender que a fibromialgia é uma doença real, crônica e que exige acompanhamento constante com uma equipe multidisciplinar”.
Difusora1