O Aeroporto Regional de Cajazeiras Pedro Vieira Moreira deu um passo decisivo rumo à sua plena operacionalização ao superar uma das etapas técnicas mais complexas do projeto: a correção, reinstalação e calibragem do sistema PAPI (Indicador de Percurso de Aproximação de Precisão). O equipamento, fundamental para a segurança aérea, havia enfrentado entraves por estar anteriormente instalado em posição inadequada, o que impedia sua validação pelos órgãos reguladores da aviação civil.
Com a reinstalação na cabeceira correta da pista, o sistema passou por uma revisão completa, incluindo a substituição de lâmpadas e ajustes técnicos nos feixes luminosos, responsáveis por orientar os pilotos na inclinação ideal durante as manobras de pouso. A calibragem técnica, considerada essencial para o funcionamento preciso do equipamento, já foi concluída, permitindo que o aeroporto avance para a próxima fase do processo.
Segundo o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Alexandre Costa, o sistema está totalmente pronto para o passo seguinte, que é a elaboração e o protocolo do projeto de homologação junto à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). Esse documento deve ser apresentado em até 30 dias e comprova que o aeroporto atende às normas nacionais e internacionais de auxílio à navegação aérea.
Apesar do avanço significativo, a autorização definitiva ainda depende de um trâmite burocrático e técnico que pode se estender por meses ou até anos. Entre as etapas finais mais rigorosas está a inspeção em voo realizada por uma aeronave do Grupo de Inspeção em Voo (GEIV), da Força Aérea Brasileira (FAB), responsável por validar o sistema em condições reais de operação.
Para o setor produtivo de Cajazeiras, a conclusão da calibragem do PAPI representa uma vitória estratégica e o fim de um entrave logístico histórico. A homologação do sistema é considerada o principal gatilho para atrair novas companhias aéreas, possibilitar a operação de aeronaves de maior porte e consolidar o aeroporto como um hub regional de transporte de passageiros e cargas no Alto Sertão paraibano.
Foto: Divulgação/Comunicação PME
Redação D1