O presidente do PSD e secretário de Governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos), Gilberto Kassab, intensificou recados e gestos públicos logo após oficializar a filiação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, ao partido.
Em uma sequência de entrevistas ao longo do dia, o dirigente deixou claro que a ala governista do PSD não será atingida pelo projeto presidencial e que a escolha do candidato da sigla ao Palácio do Planalto será política. Kassab também deu o tom que há um distanciamento da ala mais radical do bolsonarismo.
“Não tem sentido criticar a gestão Lula”, disse Kassab à Folha de S.Paulo. Na sequência, o secretário afirmou que a candidatura do PSD será “moderada” e um “contraponto” a uma proposta mais radical entre a esquerda e a direita.
Nas entrelinhas, Kassab avisou que o PSD quer seguir ocupando espaços na Esplanada dos Ministérios. Hoje são três pastas: Agricultura (Carlos Fávero), Minas e Energia (Alexandre Silveira) e Pesca (André de Paula).
Em outra entrevista, esta para o UOL, Kassab traçou uma linha imaginária para isolar as franjas mais radicalizadas na direita bolsonarista. “Gratidão é uma coisa, submissão é outra”, afirmou.
Fontes do Palácio dos Bandeirantes dizem que o “recado” expressa um sentimento de Tarcísio.
Nas entrevistas, Kassab também descartou prévias no PSD e disse que a decisão sobre o nome escolhido politicamente.
Os movimentos do secretário de Tarcísio visam criar um ambiente favorável à manutenção do PSD como um dos maiores partidos do Brasil. A meta é ousada: saltar de 47 para 80 deputados federais, manter os 14 senadores e eleger 5 governadores.
D1 com CNN/Brasil