Homem em surto provoca incêndio ao atear fogo na própria casa e assusta moradores do Rangel, em João Pessoa

Um incêndio registrado na noite desta terça-feira (3) provocou momentos de tensão entre moradores do bairro do Rangel, em João Pessoa. As chamas atingiram uma residência localizada na Avenida Bom Jesus, nas proximidades do Sítio do Rangel, e exigiram a mobilização da comunidade e a atuação do Corpo de Bombeiros.

De acordo com relatos de moradores, o morador do imóvel, conhecido na região e descrito como uma pessoa tranquila, teria passado por um momento de descontrole emocional e iniciado o incêndio dentro da própria casa. Testemunhas afirmam ainda que ele teria pedido para que ninguém acionasse o Corpo de Bombeiros, dizendo que queria que o imóvel fosse completamente destruído pelo fogo.

Com receio de que as chamas se espalhassem para residências vizinhas, moradores se organizaram rapidamente em um mutirão improvisado e tentaram conter o incêndio utilizando baldes com água. A ação conseguiu reduzir a intensidade do fogo até a chegada do socorro especializado.

Mesmo após o controle inicial feito pela população, o Corpo de Bombeiros foi acionado e realizou o combate final às chamas, além do rescaldo e da verificação de segurança da área. A capitã Inara, da corporação, explicou à imprensa que os procedimentos adotados seguiram o protocolo para evitar reignição do fogo e garantir que não houvesse risco para os moradores do entorno.

Apesar do susto e da correria, ninguém ficou ferido. O incêndio resultou apenas em danos materiais, concentrados na estrutura da residência atingida.

Moradores informaram ainda que o imóvel já havia sido anteriormente embargado pela Defesa Civil devido ao risco de desabamento. Mesmo com a interdição, o homem continuava vivendo no local e utilizava fogão a lenha e velas, fatores que aumentavam o risco de acidentes.

Após a ocorrência, a Defesa Civil voltou a acompanhar a situação do imóvel. O Corpo de Bombeiros também deve realizar o isolamento da área para impedir que o morador retorne à residência em condições consideradas inseguras.

O caso segue sob acompanhamento dos órgãos competentes, que avaliam as medidas necessárias para garantir a segurança do morador e da vizinhança.

Redação D1

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