Influenciadores digitais têm papel crescente nas redes sociais, mas a legislação eleitoral proíbe que criadores de conteúdo sejam contratados ou pagos para fazer propaganda de candidatos. Eles podem manifestar apoio ou crítica apenas como cidadãos, de forma espontânea e sem vínculo com campanhas, partidos ou coligações.
A lei também impede que conteúdos políticos publicados por influenciadores sejam impulsionados ou monetizados. O impulsionamento — pagamento feito a plataformas como Instagram, TikTok e Facebook para ampliar alcance — só pode ser realizado por candidatos, partidos e coligações, a partir de perfis oficiais.
Segundo o especialista em marketing político Paulo Loiola, há uma “zona cinzenta” na fiscalização. “Você pode usar [o influenciador] para uma causa, para [promover] organizações, uma prefeitura, para gestão pública, mas não pode usar para campanha. Agora, como é que controla isso?”, questiona. Já a especialista em Direito Eleitoral Amanda Cunha alerta que páginas que funcionam como empresas também não podem divulgar propaganda eleitoral paga.
Difusora1 com informações do PBAgora e G1