Ministério Público denuncia suposto desvio de R$ 10,3 milhões no programa Prato Cheio na Paraíba

O Ministério Público da Paraíba (MPPB), por meio do Gaeco, apresentou nova denúncia no âmbito da Operação Indignus, que investiga supostos desvios de recursos no Hospital Padre Zé e entidades ligadas à instituição, em João Pessoa. A nova acusação aponta irregularidades no programa “Prato Cheio”, do Governo da Paraíba, destinado à distribuição de refeições para pessoas em situação de rua em cidades como João Pessoa, Campina Grande, Guarabira, Pombal e Cajazeiras.

De acordo com o MPPB, cerca de R$ 10,3 milhões teriam sido desviados entre 2021 e 2023 por meio da contratação de empresas ligadas a um mesmo núcleo familiar. Ao todo, 16 termos de colaboração movimentaram aproximadamente R$ 21,6 milhões. Entre os denunciados estão os ex-secretários estaduais de Desenvolvimento Humano Tibério Limeira e Pollyanna Werton, além do padre Egídio de Carvalho, ex-diretoras e ex-funcionárias do Hospital Padre Zé, um servidor público e o empresário Kildenn Tadeu de Lucena.

A investigação aponta que, em João Pessoa, havia previsão de entrega de 4 mil refeições diárias, mas cerca de 1.570 teriam sido distribuídas, mesmo com pagamento integral dos convênios. O MP também cita supostos pagamentos de propina e devolução de valores por fornecedores e pede reparação de R$ 30 milhões. A denúncia, protocolada em 29 de abril, será analisada pelo Tribunal de Justiça da Paraíba. Tibério Limeira afirmou que ainda não foi notificado e disse ter tranquilidade para comprovar sua inocência, enquanto Pollyanna Werton declarou que os fatos investigados ocorreram antes de sua gestão e afirmou confiar na apuração das autoridades.

Difusora1 com informações do Blog do Anderson Soares

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