O deputado estadual Júnior Araújo comentou, durante entrevista ao programa Boca Quente Parte Dois, sua situação após o ex-prefeito de Cajazeiras, Zé Aldemir, mudar os planos eleitorais e decidir disputar vaga de deputado estadual. Segundo ele, havia um compromisso para que fosse o único candidato do grupo na disputa estadual. “Eu abracei uma ideia de que eu seria o candidato único do grupo de deputado estadual quando nós fizemos a aliança”, declarou.
Júnior afirmou que respeitou a decisão de Zé Aldemir, mas destacou que a mudança afetou diretamente seu projeto político. “O ex-prefeito Zé Aldemir fez a escolha do seu caminho. No primeiro momento ele escolheu o caminho de disputar deputado federal, depois fez uma reavaliação e recuou para o estadual”, disse. O parlamentar acrescentou: “Se alguém teria de ser prejudicado era eu, porque nós fizemos um compromisso”. Ele também rebateu declarações de que teria buscado apoio da deputada Paula Francinete. “Veio em outra emissora dizer que eu fui atrás de Paula para fazer a aliança, e isso não é verdade”, afirmou.
O deputado ainda relembrou que abriu mão de outros projetos políticos por conta da aliança construída anteriormente. “Paguei um preço caro por não ter dito sim ao governador João naquela oportunidade que eu seria candidato à eleição a prefeito de Cajazeiras”, declarou. Apesar das divergências, Júnior disse que não tentou impor apoio político dentro do grupo. “Eu não botei espada na cabeça da prefeita Corrinha dizendo que ela tinha que votar somente em mim”, ressaltou. Ao final, defendeu mais representatividade política para a região: “Tem lugar para mim, tem lugar para Marcos, tem lugar para Zé, tem lugar para Chico, tem lugar para Larúcia. Quanto mais pessoas tiver para representar e fortalecer a nossa região, melhor”.
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