O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (13) que pretende “tomar o controle do Estreito de Ormuz” e que os EUA serão os “guardiões” da via marítima, defendendo que o país seja recompensado por garantir a segurança da região. A declaração contrasta com posicionamento anterior do próprio Trump, que havia descartado a cobrança de pedágio na passagem estratégica por onde circula cerca de 20% do petróleo e gás comercializado no mundo.
O governo iraniano reagiu imediatamente, afirmando que não permitirá qualquer interferência dos Estados Unidos na administração do estreito. Em comunicado, o comando militar do Irã advertiu que qualquer tentativa de navegação sem autorização será contestada e alertou que países da região que cooperarem com os EUA poderão ser considerados em guerra. A Guarda Revolucionária também reafirmou o controle iraniano sobre a área e acusou Washington de colocar em risco o abastecimento mundial de petróleo e gás.
O aumento da tensão ocorre após uma nova escalada militar entre os dois países. O Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz depois de ataques americanos contra alvos militares iranianos, medida que os Estados Unidos contestam. Desde então, Washington intensificou as ofensivas na região, enquanto Teerã respondeu com ataques contra países que abrigam bases militares americanas, ampliando o risco de instabilidade no Oriente Médio.
Difusora1 com informações do G1