Estudos registram mais dois casos de remissão do HIV após transplante de células-tronco; já são 13 casos registrados

Dois novos casos de remissão da infecção pelo HIV após transplante de células-tronco foram apresentados durante a 26ª Conferência Internacional da Aids, no Rio de Janeiro. Com isso, chega a 13 o número de pacientes que permaneceram sem o vírus detectável após esse tipo de tratamento. Os novos casos envolvem o “paciente de Kansas City”, nos Estados Unidos, e o “paciente de Essen”, na Alemanha.

Os dois pacientes receberam transplantes de células-tronco de doadores com a mutação genética CCR5 delta32, que dificulta a entrada do HIV nas células de defesa do organismo. Após o procedimento, interromperam a terapia antirretroviral e permaneceram, respectivamente, 14 e 12 meses sem que o vírus fosse detectado no organismo. No caso do paciente alemão, houve recidiva da hepatite B.

Pesquisadores ressaltam que os casos representam remissão da infecção, e não cura definitiva, já que ainda não é possível garantir que o vírus não volte a se manifestar. O primeiro caso de remissão duradoura foi o de Timothy Ray Brown, conhecido como “paciente de Berlim”, que recebeu transplante em 2007 e permaneceu sem HIV até sua morte, em 2020, causada por leucemia.

Difusora1 com informações do Portal Correio

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