A cidade de Cajazeiras enfrenta um cenário incomum neste início de quadra invernosa de 2026. Em apenas oito dias, o volume de chuvas já ultrapassa os 350 milímetros, índice que não era registrado nos últimos anos no município.
Com a intensidade das precipitações, o Açude Grande, reservatório localizado na área central da cidade, atingiu sua capacidade máxima e entrou em sangria. A lâmina d’água chegou próximo ao topo da parede do canal responsável pelo escoamento, chamando a atenção da população para a força do volume acumulado.
Outros açudes da região também transbordaram. Parte dessas águas escoa em direção ao Açude Grande, contribuindo para o aumento do volume e intensificando ainda mais a sangria do manancial.
Se por um lado as chuvas são motivo de comemoração, especialmente para os agricultores que dependem diretamente do inverno para garantir a produção, por outro lado os transtornos voltam a preocupar. Pontos considerados críticos registram alagamentos, principalmente em loteamentos situados às margens ou em áreas que historicamente eram leitos de rios e riachos, criando situações delicadas para moradores.
A atual gestão municipal, que herdou os problemas estruturais e ausência de planejamento em administrações anteriores, mobilizou uma força-tarefa desde a semana passada para minimizar os impactos. Equipes atuam tanto na zona urbana quanto na zona rural com ações emergenciais.
Na manhã desta quarta-feira (25), mesmo cumprindo agenda em Brasília, a prefeita Corrinha Delfino reuniu sua equipe de secretários após o registro de mais 115 mm de chuva somente nas últimas horas, e pediu dedicação nas ações.
Apesar do esforço, a continuidade das chuvas prevista pelos serviços meteorológicos impõe desafios adicionais às equipes de trabalho. Ainda assim, a administração municipal afirma manter o empenho para enfrentar as dificuldades e garantir assistência à população afetada.
D1 com Blog do Furão