Casal é executado a tiros na PB-331, próximo ao presídio de Catolé do Rocha

Um duplo homicídio chocou moradores do Sertão paraibano na tarde desta segunda-feira, 12 de janeiro de 2026, na rodovia estadual PB-331, no trecho que liga o município de Catolé do Rocha à cidade de João Dias, no Rio Grande do Norte. O crime aconteceu nas imediações do Presídio Padrão de Catolé do Rocha, conhecido como “Manoel Gomes da Silva”, área que registrou intensa movimentação policial após os assassinatos.

As vítimas foram identificadas como João Alisson e uma jovem conhecida apenas pelo apelido de “Fofinha”. Segundo informações preliminares repassadas pelas autoridades, o casal seguia em uma motocicleta Honda XRE 190, com João Alisson pilotando o veículo e a mulher na garupa, quando foi surpreendido por indivíduos armados. Os suspeitos efetuaram diversos disparos de arma de fogo contra as vítimas, que foram atingidas várias vezes.

João Alisson e “Fofinha” não resistiram aos ferimentos e morreram ainda no local, antes da chegada do socorro. Equipes da Polícia Militar foram acionadas e isolaram a área para preservar a cena do crime, enquanto o Instituto de Polícia Científica realizou os primeiros levantamentos periciais. Os corpos foram posteriormente encaminhados ao Instituto de Medicina Legal (IML) para os exames de necropsia.

De acordo com informações iniciais da polícia, João Alisson havia deixado o sistema prisional há poucos dias e fazia uso de tornozeleira eletrônica no momento em que foi executado, o que reforça a hipótese de que o crime possa ter relação com acertos de contas ou disputas ligadas ao histórico criminal da vítima. No entanto, essa linha de investigação ainda não foi confirmada oficialmente.

Até o momento, a autoria e a motivação do duplo homicídio permanecem desconhecidas. A Polícia Civil ficará responsável pela investigação e deve ouvir testemunhas, analisar imagens de câmeras de segurança da região e levantar informações que possam levar à identificação dos autores do crime.

O caso aumenta a sensação de insegurança na região e será tratado como prioridade pelas forças de segurança, que buscam esclarecer as circunstâncias do ataque e responsabilizar os envolvidos.

Redação D1

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