Uma operação da Polícia Militar da Paraíba resultou na prisão de cinco suspeitos de envolvimento no ataque a tiros que deixou três mortos e entre cinco e seis pessoas feridas durante uma festa em uma casa de eventos no bairro Eitel Santiago, em Santa Rita, na madrugada deste domingo (15). As prisões ocorreram ainda na tarde do mesmo dia, no município de Bayeux, na Região Metropolitana de João Pessoa.
De acordo com o comandante-geral da corporação, coronel Sérgio Fonseca, quatro adolescentes foram apreendidos e um homem maior de idade foi preso sob suspeita de participação direta no crime. Um sexto homem também foi conduzido à Polícia Civil da Paraíba, pois os suspeitos estavam na residência dele no momento da abordagem, mas, até o momento, não há comprovação de seu envolvimento na chacina.
Segundo a Polícia Militar, pelo menos 20 pessoas fortemente armadas teriam participado da ação criminosa. O grupo invadiu o evento e efetuou diversos disparos contra os frequentadores, provocando pânico e correria no local. Três pessoas morreram ainda no local do ataque, enquanto outras vítimas foram socorridas com ferimentos provocados por arma de fogo.
Durante a operação que culminou nas prisões, os policiais apreenderam duas armas de fogo — uma pistola e um revólver — além de uma réplica de fuzil calibre 5.56, modelo semelhante ao de uso restrito por forças de segurança. Também foram recuperados sete aparelhos celulares roubados durante a ação criminosa, pertencentes às vítimas do ataque.
Ainda conforme informações da corporação, documentos de uma das vítimas fatais foram encontrados com os suspeitos. Parte do material estava sendo queimada no momento da abordagem policial, o que levanta a hipótese de tentativa de destruição de provas.
As buscas continuam na região com o objetivo de localizar outros possíveis envolvidos no crime. A motivação do ataque ainda está sendo investigada pelas autoridades, que trabalham para identificar todos os participantes e esclarecer as circunstâncias da chacina.
A Polícia Militar divulgou imagens das prisões e da entrevista concedida pelo coronel Sérgio Fonseca à imprensa. O caso segue sob investigação e deve contar com o apoio de equipes de inteligência para aprofundar as apurações sobre a atuação do grupo criminoso.
Redação D1