Conselho Regional de Medicina da Paraíba esclarece denúncia e reafirma legalidade de suas ações; veja o vídeo

O Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) negou irregularidades de que o órgão teria sido “capturado” por interesses de operadoras de planos de saúde, especialmente do sistema Unimed e afirmou que todas as suas ações seguem rigorosamente a legislação e as normas éticas da medicina. A manifestação foi feita pelo presidente da entidade, Bruno Leandro de Souza, em resposta à denúncia apresentada pela Aliança Nacional pela Defesa Ética na Saúde Suplementar (ANDESS), que pede a interdição cautelar do Conselho e o afastamento de sua diretoria.

Segundo Bruno Leandro, denúncias e críticas fazem parte da rotina de quem ocupa cargos de gestão. “Desde 2023, a gente recebe bastante aplausos, mas também recebe algumas cacetadas. Isso é absolutamente normal do cargo”, afirmou. Ele destacou que o CRM-PB atua com tranquilidade, responsabilidade e dentro dos limites da lei. “Quem me conhece sabe: o certo é certo. Sempre percorremos o caminho das leis, das regras, da ética e da retidão”, declarou.

O presidente do Conselho afirmou que o caso citado na denúncia não é novo e já foi devidamente analisado pelas instâncias competentes. De acordo com ele, em 2024 foi apresentada uma denúncia contra um conselheiro do CRM-PB, que deu origem a uma sindicância conduzida por membros independentes, sem qualquer vínculo com a operadora de saúde envolvida. “O conselheiro denunciado não participou de nenhuma etapa da apuração, nem eu sequer tive acesso à análise, justamente para garantir total independência”, explicou.

Ainda segundo Bruno Leandro, o processo foi arquivado tanto no âmbito do CRM-PB quanto no Conselho Federal de Medicina (CFM), após verificação de que todo o rito processual foi seguido corretamente. “O Conselho Federal esteve aqui, analisou o procedimento e também julgou o caso. Ele foi arquivado nas duas instâncias, passando pelo crivo das duas esferas”, ressaltou.

O presidente afirmou que a reativação do tema ocorre por inconformismo da parte denunciante e pela repercussão midiática de fatos já superados. “Trata-se de um assunto de 2024 que está sendo apresentado agora, em 2026, como se fosse um fato novo, quando não é. É algo antigo, já analisado e encerrado”, disse.

Bruno Leandro também rechaçou qualquer possibilidade de intervenção ou interdição no Conselho. Para ele, não há fundamento jurídico ou administrativo que justifique as medidas solicitadas pela ANDESS. “Não existe motivação para intervenção ou interdição de quem faz o trabalho correto. Não há motivo para preocupação em relação ao Conselho”, afirmou.

Por fim, o presidente do CRM-PB reconheceu o desgaste causado pelas acusações, mas garantiu que eventuais questionamentos serão tratados no âmbito judicial. “Desgastar a imagem do Conselho ou de seus conselheiros é algo que ninguém gosta, mas tudo será apurado com tranquilidade, sem qualquer tipo de preocupação”, concluiu.

Veja o vídeo:

D1 com Polêmica Paraíba

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