O senador Efraim Filho (União Brasil), pré-candidato ao Governo da Paraíba nas Eleições de 2026, afirmou que sua candidatura se apoia em uma agenda de ideias e não em acordos políticos. Em entrevista ao programa Boca Quente – Parte Dois, ele criticou diretamente seus adversários, avaliando que Cícero Lucena não representa mudança no estado, enquanto Lucas Ribeiro simbolizaria a continuidade do atual governo. Segundo Efraim, o debate eleitoral precisa sair do campo das alianças e conchavos para se concentrar em propostas concretas para a Paraíba.
Na entrevista, o senador também direcionou críticas à gestão do governador João Azevêdo, responsabilizando-o por problemas estruturais que, de acordo com ele, se acumulam ao longo de 16 anos de participação na condução da política estadual. Efraim citou falhas na política de recursos hídricos, entraves ao avanço das energias renováveis, como a cobrança de ICMS sobre a transmissão de energia solar, e mencionou episódios envolvendo programas do governo estadual. Ele lembrou ainda conflitos políticos em Cajazeiras e afirmou que, se dependesse do governo, a prefeita Corrinha teria enfrentado dificuldades para disputar a eleição municipal, em meio a disputas internas e instabilidade política.
Ao projetar o cenário de 2026, Efraim afirmou que a Paraíba precisa “oxigenar” a política após um longo ciclo de poder e disse estar preparado para enfrentar as estruturas administrativas do Estado e da Capital. O senador avaliou que o eleitor está mais consciente e menos suscetível a práticas tradicionais de pressão política. Nesse contexto, ele se definiu como o “ponto de equilíbrio” da disputa, afirmando reunir juventude e experiência, enquanto, segundo sua avaliação, Lucas Ribeiro ainda não estaria plenamente preparado para governar e Cícero Lucena estaria se aproximando do fim de seu ciclo político.
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