O senador e pré-candidato ao Governo da Paraíba, Efraim Filho (União Brasil), voltou a defender a união das forças de oposição como estratégia para enfrentar o candidato que será apoiado pelo governador João Azevêdo (PSB) na sucessão estadual. A declaração foi feita neste sábado (3), durante uma confraternização com aliados políticos realizada na praia de Camboinha, em Cabedelo.
Na ocasião, Efraim criticou a permanência do PSB no comando do Estado e afirmou que a Paraíba vive um ciclo prolongado de poder, após cerca de 16 anos sob a gestão do mesmo campo político. Segundo ele, o momento exige alternância e diálogo entre os grupos que defendem a mudança.
O senador também sinalizou abertura para a construção de um acordo político com o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB), que, assim como Efraim, é pré-candidato ao governo estadual. Questionado sobre a possibilidade de apoiar Cícero em um eventual segundo turno, caso não avance à etapa final da disputa, Efraim afirmou que a hipótese existe, desde que haja reciprocidade e clareza nos compromissos.
“Se o compromisso for recíproco, essa possibilidade existe. Desde que haja clareza: se eu chegar ao segundo turno, espero o apoio. Política se constrói com diálogo e confiança”, declarou. Ele acrescentou ainda que, diante de uma oposição com mais de um nome, o diálogo deve ser construído conforme o cenário eleitoral. “Se os dois não chegarem ao segundo turno, o diálogo pode, e deve, ser construído. Vamos trabalhar para isso”, completou.
A confraternização reuniu diversas lideranças políticas da oposição, entre elas o ex-ministro Marcelo Queiroga, presidente do PL na Paraíba, os deputados Cabo Gilberto Silva, Walber Virgolino e George Morais, além do prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima, e da primeira-dama do município, Juliana Cunha Lima. Também participaram prefeitos, vereadores e o líder da oposição na Câmara Municipal de João Pessoa, vereador Milanez Neto (MDB), partido de Cícero Lucena.
As declarações reforçam o movimento de articulação da oposição para tentar unificar forças e enfrentar a estrutura política do grupo que governa a Paraíba há quase duas décadas.
Redação D1