Em meio a impasse da federação, Efraim Filho projeta oposição e articula alianças para 2026

O senador Efraim Filho (União Brasil), pré-candidato ao Governo da Paraíba nas Eleições de 2026, comentou o impasse em torno do comando da federação partidária e criticou anúncios feitos sem definição concreta. Em entrevista ao programa Boca Quente Parte Dois, Efraim citou declarações do deputado Aguinaldo Ribeiro, que teria anunciado anteriormente uma data para a definição do comando, e lembrou que o deputado Damião Feliciano voltou a tratar do tema meses depois sem que houvesse uma decisão efetiva. “Na política, quem dá prazo e não entrega sai perdendo”, afirmou. Para o senador, o fato de a definição não ter sido concretizada demonstra que o processo segue aberto. “Comando não se proclama, comando é construído, é conquistado”, reforçou.

Efraim afirmou que trabalha com a possibilidade de a federação adotar uma postura de oposição em nível nacional e disse que, nesse cenário, apenas um nome pode liderar esse projeto na Paraíba. Segundo ele, caso a decisão seja contrária aos seus interesses ou aos do grupo Ribeiro, ambos deverão buscar alternativas políticas, já que a federação só poderá ter um candidato ao governo. O senador ressaltou que uma definição precisa ocorrer até março, para evitar indefinições no processo eleitoral de 2026.

Ao tratar da formação da chapa, Efraim revelou que o grupo tem dialogado sobre nomes para a vaga de vice-governador, citando Juliana Cunha Lima, de Campina Grande, e o pastor Sérgio Queiroz, de João Pessoa. Ele também confirmou a aliança com Marcelo Queiroga como candidato ao Senado e destacou sua independência em relação ao cenário nacional e às lideranças políticas. “Seja Lula, seja Flávio Bolsonaro, quem for presidente, a Paraíba estará em primeiro lugar”, declarou, ao reforçar que abriu mão de cargos e espaços de poder para manter autonomia, liberdade e independência política.

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