Ex-vereador de São Bento é preso após 12 anos foragido por envolvimento em tráfico internacional de drogas

Um ex-vereador do município de São Bento, no Sertão da Paraíba, foi preso na tarde desse sábado (14) após permanecer quase 12 anos foragido da Justiça. João Dantas Clementino era um dos alvos da Operação Passaguá, deflagrada em 2014 com o objetivo de desarticular uma organização criminosa envolvida com o tráfico internacional de drogas.

De acordo com a Polícia Federal, responsável pela prisão, o ex-parlamentar figurava na lista de investigados desde a deflagração da operação, que à época mobilizou forças de segurança em oito estados brasileiros. Na ocasião, foram expedidos 50 mandados de prisão somente na Paraíba, mas João Dantas Clementino não foi localizado e passou a ser considerado foragido.

A captura ocorreu neste fim de semana, após trabalho de inteligência e monitoramento realizado pelas forças de segurança. O ex-vereador foi conduzido à autoridade policial competente para a adoção das medidas legais cabíveis e deverá passar por audiência de custódia, procedimento em que a Justiça avalia a legalidade da prisão e define os próximos encaminhamentos processuais.

Operação de grande alcance

A Operação Passaguá foi considerada uma das maiores ações de combate ao tráfico internacional de drogas na região à época de sua deflagração. As investigações apontaram a existência de uma organização criminosa estruturada, com atuação interestadual e conexões fora do país, voltada para o envio e distribuição de entorpecentes.

As ações ocorreram de forma simultânea em diversos estados, com o cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão, visando desarticular a estrutura do grupo criminoso e interromper suas atividades ilícitas.

Ação integrada das forças de segurança

A prisão do ex-vereador foi resultado de uma ação integrada da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado na Paraíba (FICCO/PB), que reúne diferentes órgãos de segurança pública. A força-tarefa é composta pela Polícia Federal, Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal e pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN), além das secretarias estaduais de Segurança e Defesa Social e de Administração Penitenciária.

Segundo as autoridades, a cooperação entre os órgãos foi fundamental para localizar e prender o investigado após mais de uma década foragido. O caso agora segue sob responsabilidade da Justiça, que dará continuidade ao andamento do processo relacionado à Operação Passaguá.

Redação D1

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