Felipe Leitão diz que João Azevêdo “escolheu o caminho menos lógico” ao definir estratégia para 2026; ouça

O deputado estadual Felipe Leitão avaliou, nesta quarta-feira (15), em entrevista concedida em João Pessoa, as decisões do governador João Azevêdo (PSB) em relação ao cenário das eleições estaduais de 2026. Segundo o parlamentar, o chefe do Executivo paraibano optou por uma estratégia mais arriscada ao não consolidar um apoio político que, na visão dele, garantiria com mais facilidade a continuidade do atual projeto governista.

Felipe Leitão afirmou que, caso João Azevêdo tivesse optado pelo “caminho mais fácil”, o processo eleitoral poderia estar praticamente definido. “Se o atual governador João Azevêdo resolvesse fazer o caminho mais fácil e apoiasse isso para o governo do Estado, a eleição seria um plebiscito, muito perigoso”, declarou.

Na avaliação do deputado, o peso do apoio da máquina estadual seria determinante para assegurar a vitória do grupo político atualmente no poder. “Se ele recebesse o apoio do governo do Estado, a maioria dos cidadãos, quantos? 60%? 50 e tanto? Ou seja, era uma eleição que estava garantida a continuidade desse projeto, a continuidade desse grupo político”, ressaltou.

Apesar disso, Felipe Leitão afirmou que o governador seguiu uma direção que considera menos racional do ponto de vista político. “O governador resolveu fazer, para mim e para muita gente do estado da Paraíba, o caminho menos lógico da coisa”, disse. Ele também comparou as opções colocadas dentro do próprio grupo governista. “Nós temos aqui uma pré-candidatura posta de Lucas Ribeiro, mas temos do outro lado uma candidatura bem mais viável do que é a sua pré-candidatura”, avaliou.

O deputado defendeu que o diálogo interno poderia evitar riscos desnecessários e manter o projeto político no comando do Estado. “No diálogo, no convencimento, a lógica pedia isso, para você não correr o risco de entregar um projeto desse em outras mãos. Eu acho que ficaria dentro do grupo mesmo”, afirmou.

Por fim, Felipe Leitão ponderou que não pode falar em nome do governador, mas deixou clara sua opinião pessoal sobre o tema. “Se um dia isso vier à tona, dizer que não vota em João, não sei, não posso falar por ele. Mas eu, se fosse ele, seria por esse motivo”, concluiu.

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Redação D1

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