Os pedidos de recuperação judicial da Casas Bahia e da Marabraz, anunciados no último domingo (16), refletem as dificuldades enfrentadas por parte do varejo brasileiro, especialmente empresas voltadas aos consumidores de renda média e baixa. Juros elevados, crédito restrito, endividamento das famílias e consumo enfraquecido têm dificultado a geração de caixa e o pagamento de dívidas.
Apesar dos casos recentes, especialistas não identificam uma crise sistêmica no varejo, mas um processo de seleção entre empresas com diferentes estruturas financeiras e operacionais. O cenário tem levado grandes redes a fechar lojas, reduzir custos e rever planos de expansão, enquanto plataformas digitais como Mercado Livre, Amazon e Shopee ampliam sua participação no mercado.
Para os especialistas, a recuperação do setor não deve ser imediata mesmo com eventual queda dos juros, já que também depende da melhora da renda, da inadimplência e das condições de crédito. Empresas com caixa robusto, menor endividamento, geração de fluxo de caixa e capacidade de integrar lojas físicas ao comércio eletrônico podem sair fortalecidas, enquanto negócios mais frágeis podem se tornar alvos de fusões, aquisições ou parcerias.
Difusora1 com informações do g1