João Azevêdo envia recado a aliados que cogitam romper com o governo e diz que escolhas políticas têm “ônus e bônus”

O governador da Paraíba, João Azevêdo (PSB), enviou um recado direto aos aliados que avaliam deixar a base governista para se aproximar da oposição nas eleições deste ano. A declaração foi feita na manhã desta segunda-feira (09), durante a inauguração da reforma do antigo Paraiban, em João Pessoa, evento que reuniu lideranças políticas e representantes da gestão estadual.

Em meio a rumores de possíveis rupturas dentro da base aliada, João Azevêdo afirmou que decisões políticas fazem parte da vida partidária, mas ressaltou que toda escolha traz consequências. Segundo ele, não há imposição para que aliados permaneçam no governo ou em determinado partido.
Vontade pessoal não se discute. Cada um segue seu caminho e, obviamente, arca com as consequências, com bônus e ônus. Isso é assim na política. Ninguém obriga a ninguém permanecer em nenhum partido”, afirmou o governador.

As declarações ocorrem em um contexto de especulações sobre um possível afastamento do presidente estadual do Avante e ex-presidente da Fundação PBSaúde, Jhony Bezerra, da base governista. Questionado pela imprensa se havia sido comunicado oficialmente sobre um eventual rompimento, João Azevêdo negou. “Não fui procurado para ser comunicado sobre nenhuma mudança”, pontuou.

Nos bastidores, aliados e interlocutores de Jhony Bezerra relatam insatisfação com o governo estadual, especialmente após a exoneração de nomes ligados ao médico, ocorrida com a mudança no comando da Fundação PBSaúde. O desconforto teria intensificado as conversas sobre um possível realinhamento político do dirigente do Avante.

Ainda durante o evento, João Azevêdo, que também preside o PSB na Paraíba, falou sobre o calendário eleitoral do partido e garantiu que até o dia 4 de abril serão apresentadas as chapas proporcionais para a disputa das eleições à Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) e à Câmara dos Deputados.
“A nominata vai ser apresentada. Estamos montando, vamos conversar e, a partir de 4 de abril, vamos saber que lado cada um vai estar”, projetou o governador.

A fala reforça o tom de definição que o PSB pretende adotar nas próximas semanas, período considerado decisivo para a consolidação de alianças e para o posicionamento de lideranças que hoje integram a base do governo estadual.

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Redação D1

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