O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) negou, nesta segunda-feira (12), o pedido de liminar que solicitava a soltura imediata dos influenciadores digitais Hytalo Santos e Israel Natã Vicente. A decisão foi proferida pelo desembargador João Benedito, integrante da Câmara Criminal da Corte, e mantém o casal preso enquanto o processo segue em tramitação.
A defesa havia ingressado com um Habeas Corpus com pedido de liminar, instrumento jurídico utilizado para tentar uma decisão urgente antes da análise definitiva do recurso. Ao indeferir a liminar, o magistrado entendeu que, neste momento inicial, não havia elementos suficientes que justificassem a concessão da liberdade imediata dos investigados, especialmente em regime de plantão judicial.
Apesar da negativa, o Habeas Corpus não foi rejeitado. Segundo a defesa, representada pelo advogado Sean Abib, o pedido principal ainda será analisado. O mérito do HC será julgado por um colegiado de desembargadores da Câmara Criminal do TJPB, que decidirá se Hytalo Santos e Israel Natã poderão responder ao processo em liberdade ou se a prisão preventiva será mantida.
Os influenciadores, que possuem milhões de seguidores nas redes sociais, estão presos desde agosto de 2025. A prisão ocorreu inicialmente em Carapicuíba, no estado de São Paulo, e, dias depois, ambos foram transferidos para a Paraíba, onde permanecem custodiados no Presídio do Róger, em João Pessoa.
As investigações que envolvem o casal são complexas e abrangem diferentes frentes. De acordo com informações apuradas pelas autoridades, eles são alvo de apurações relacionadas a crimes graves, incluindo tráfico humano e exploração sexual infantojuvenil. Paralelamente, também são investigadas suspeitas de exploração de jogos de azar ilegais, lavagem de dinheiro e promoção de plataformas de apostas sem autorização no Brasil, conhecidas popularmente como “joguinhos do tigrinho”.
As investigações apontam ainda para movimentações financeiras consideradas atípicas e para a ostentação de bens de alto valor, frequentemente exibidos nas redes sociais. Hytalo Santos ganhou notoriedade nacional por vídeos em que aparecia distribuindo presentes de luxo, como celulares e veículos, o que aumentou a repercussão do caso após a prisão.
A defesa sustenta que as atividades exercidas pelos influenciadores são lícitas e ligadas à publicidade digital, argumentando que não haveria riscos à ordem pública ou às investigações que justificassem a manutenção da prisão preventiva. A Justiça, no entanto, mantém, por ora, o entendimento de que a detenção é necessária para garantir o andamento do processo.
Com a liminar negada, Hytalo Santos e Israel Natã seguem presos, aguardando a decisão definitiva do colegiado do TJPB, que deverá analisar o mérito do Habeas Corpus nos próximos meses.
Redação D1