A decisão da Justiça Federal de Santa Catarina que proibiu bloqueios em rodovias federais e acessos portuários, diante da possibilidade de paralisação de caminhoneiros, reacende o debate sobre o equilíbrio entre o direito de manifestação e a manutenção de serviços essenciais. A medida atende a pedido do governo federal e considera riscos de interdições em pontos estratégicos, como BR-101, BR-470 e os portos de Itajaí e Navegantes.
O despacho prevê multas diárias de R$ 10 mil para caminhoneiros e R$ 100 mil para entidades, além de autorizar a atuação da Polícia Rodoviária Federal, buscando evitar impactos como os registrados na greve de 2018, que causou desabastecimento e prejuízos econômicos.
A decisão também levanta questionamentos sobre os limites da atuação estatal, já que a categoria reivindica pautas como o preço do diesel e o piso do frete. Entidades orientam protestos sem bloqueios, enquanto setores como o agronegócio alertam para os riscos de paralisações, mantendo o desafio de conciliar mobilização e funcionamento do país.
Difusora1 com informações do RepórterPB