A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e conhecido como “Lulinha”, admitiu pela primeira vez que teve uma viagem para Portugal bancada pelo empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Os advogados, no entanto, negaram que “relações comerciais” tenham sido feitas entre os dois ou que Lulinha tenha recebido dinheiro.
A informação foi prestada nesta segunda-feira (16) ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator das investigações que tratam de fraudes em descontos associativos de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O Careca do INSS é apontado como um dos principais envolvidos no esquema de descontos associativos irregulares.
A defesa diz que o Careca foi apresentado a Lulinha como um “bem-sucedido” empresário do mercado farmacêutico. O filho do presidente, prossegue, foi convidado para a viagem para conhecer um projeto de produção de canabidiol medicinal e não teria conhecimento da atuação do Careca em supostas fraudes no INSS.
Lulinha teria conhecido o Careca em 2024 por intermédio da empresária Roberta Luchsinger, que também foi alvo da Operação Sem Desconto, que mira irregularidades em descontos associativos de aposentados e pensionistas do INSS.
A defesa também aproveitou para criticar o vazamento de peças sigilosas envolvendo Lulinha. O advogado Guilherme Suguimori Santos é responsável pela defesa do filho do presidente.
A Polícia Federal (PF) apura uma citação de que Lulinha poderia ter atuado como “sócio oculto” do Careca do INSS. Mendonça, do STF, autorizou em janeiro a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático do filho do presidente Lula.
Foto: Folhapress
D1 com Valor Econômico