O pastor Silas Malafaia, apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmou em entrevista ao Metrópoles que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro vai ajudar mais a candidatura à Presidência do irmão Flávio Bolsonaro “se ficar calado”. O líder religioso afirmou ainda que as declarações do 3° filho do ex-presidente demonstram
— Calado, (Eduardo) vai ajudar muito mais o irmão (Flávio) do que abrindo a boca para falar asneira. Ele calado vai ser um belíssimo cabo eleitoral para o irmão”, declarou o pastor.
Na mesma entrevista, Malafaia disse que se “ele continuar assim”, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “vai agradecer” e que o ex-deputado não pode “querer” determinar a “hora” que cada pessoa vai manifestar seu apoio.
—Tem que respeitar a hora e o espaço de cada um — declarou.
As falas do pastor acontecem depois de Eduardo fazer críticas públicas à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e ao deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). Em entrevista ao SBT News, Eduardo Bolsonaro cobrou maior engajamento pela campanha do irmão, Flávio Bolsonaro, à presidência, e disse ver uma “amnésia” de Nikolas e Michelle.
O deputado mineiro respondeu no sábado, ao deixar a Papudinha, justamente após visitar Bolsonaro.
— Primeiro, que eu discordo que eu tenha amnésia e que a Michelle tenha amnésia. Eu me lembro muito bem de todos os anos que eu fui atacado injustamente — disse o deputado. — Bater em mim eu já estou acostumado. Já tem mais de três anos que eles estão aí nessa saga. Mas, sabe, deixa a Michelle viver o calvário dela. Eu acho que o Eduardo não está bem. E eu realmente faço questão de não perder meu tempo com essas divergências, porque eu acredito que a gente tem um Brasil pra salvar.
Permanência nos EUA
O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro está morando nos Estados Unidos desde março, quando anunciou que permaneceria no país para, segundo ele, denunciar abusos cometidos pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.
Em dezembro, Eduardo teve seu mandato cassado na Câmara dos Deputados. A decisão foi tomada pela Mesa Diretora, por atos administrativos assinados pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), e demais integrantes da gestão, sem votação em plenário, e publicadas em edição extra do Diário da Câmara.
A Mesa declarou a perda do mandato com base no artigo 55 da Constituição. A decisão afirma que o deputado perdeu o cargo “por ter deixado de comparecer, na presente sessão legislativa, à terça parte das sessões deliberativas da Câmara dos Deputados”, o que autoriza a cassação automática por ato administrativo.
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D1 com O Globo