Em meio a especulações sobre um possível rompimento político com o ex-prefeito de Cajazeiras e pré-candidato a deputado estadual, José Aldemir, o vereador Marcos do Riacho do Meio (MDB) afirmou que não houve quebra de alianças e que sua posição segue sendo de pertencimento ao grupo político que governa o município. As declarações foram dadas durante entrevista ao programa Boca Quente – segunda edição, da Difusora Rádio Cajazeiras, na tarde desta sexta-feira (06).
Questionado de forma direta pelos jornalistas Weldery Rodrigues e Jarismar Pereira sobre definições eleitorais para as eleições estaduais, Marcos foi enfático ao reafirmar sua trajetória de grupo e sua gratidão ao ex-prefeito. “Sempre eu tenho dito na tribuna da Câmara, nas minhas entrevistas, e sou grupo, sempre fui grupo”, declarou. Segundo ele, foram oito anos de convivência política com José Aldemir, período que considera fundamental para sua trajetória. “Teve a importância, sou muito grato ao prefeito Zé Aldemir, passamos oito anos juntos”, reforçou.
O vereador explicou que o cenário atual é resultado de acordos políticos firmados anteriormente, ainda durante a gestão municipal. De acordo com Marcos, havia um entendimento para que José Aldemir disputasse um mandato e que Júnior Araújo também fosse candidato, o que mudou com a desistência de Aldemir de uma das disputas. “Com essa desistência de Zé Aldemir para estadual, e Júnior Araújo também estadual, eu tenho dito que o grupo é grande, precisa eleger esses dois nomes”, afirmou, defendendo que os aliados trabalhem para fortalecer ambas as candidaturas. “Quem for de Júnior Araújo vota em Júnior Araújo, quem for de Zé Aldemir vota em Zé Aldemir.”
Marcos destacou ainda que esse discurso é compartilhado pela prefeita de Cajazeiras, Corrinha Delfino, e que o objetivo comum é fortalecer o grupo político local. “Eu acho que esse é o mesmo discurso da prefeita Corrinha Delfino, e eu acho que tem que trabalhar para os dois e tentar eleger os dois deputados estaduais”, pontuou.
Ao ser pressionado a declarar em quem votará para deputado estadual, Marcos evitou uma definição imediata e reforçou que, neste momento, se coloca apenas como eleitor. “Eu não sou candidato, apenas vou ser um eleitor”, disse, acrescentando que prefere agir com cautela. Apesar disso, confirmou que segue alinhado politicamente ao grupo municipal. “Estou afirmando. Sempre que estão afirmando que sou do grupo.”
Sobre rumores de que já teria fechado apoio a Júnior Araújo, o vereador negou. Ele confirmou que esteve recentemente em João Pessoa ao lado do deputado, tratando de demandas administrativas para a região, mas frisou que isso não representa definição eleitoral. “Eu não declarei em quem eu vou votar para a estadual. O João sabe disso”, explicou. Segundo Marcos, seu papel como vereador é buscar benefícios para a população, independentemente de alinhamento eleitoral. “Não é só colocar requerimentos na tribuna da Câmara, é também bater na porta dos deputados, do senador e do governador, aliado ou não.”
No que diz respeito à eleição para o Governo do Estado, Marcos afirmou que não se considera integrante da base governista. Ele relembrou sua trajetória no MDB e sua relação histórica com o ex-governador José Maranhão. “Sempre fui, fiz essa linhagem com o MDB”, disse, citando votos dados a Maranhão em 2018 e a Veneziano Vital do Rêgo em 2022. Sobre o governador João Azevêdo, esclareceu que votou nele no segundo turno a pedido de José Aldemir, mas sem integrar o governo. “Eu não posso dizer que sou situação ao Governo do Estado”, afirmou.
Por outro lado, o vereador foi categórico ao declarar votos já definidos para o Senado e para a Presidência da República. “Só Deus tira o voto”, afirmou, ao confirmar apoio a Veneziano Vital do Rêgo para senador e ao presidente Lula. “Esses dois votos já estão decididos”, reforçou.
Ao final da entrevista, Marcos voltou a negar qualquer rompimento com José Aldemir e destacou sua história ao lado do ex-prefeito, lembrando os dois mandatos como vice-prefeito e o papel que exerceu na administração municipal. “Fiquei com Zé Aldemir oito anos… cada vez ele sabe o trabalho que eu fiz como vice-prefeito, vice-prefeito atuando, e algumas vezes como prefeito de Cajazeiras”, disse, ao citar momentos em que assumiu a prefeitura e manteve salários em dia.
Encerrando, Marcos do Riacho do Meio afirmou que a política exige cautela e diálogo constante, e que decisões eleitorais ainda serão tomadas no tempo certo. “Deixa que eu estou com cautela, com calma, para tomar essa decisão”, concluiu, afastando, ao menos por ora, a tese de rompimento político com José Aldemir.
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Redação D1