Mobilização tenta trazer para Cajazeiras acervo histórico de Iata Anderson e fortalecer Museu do Futebol

Uma mobilização liderada pelo professor Reudesman Lopes, curador do Museu do Futebol de Cajazeiras, busca garantir que o valioso acervo do jornalista e cronista esportivo Iata Anderson, falecido no último dia 8 de janeiro, passe a integrar oficialmente o patrimônio cultural do município. Considerado um dos maiores cronistas esportivos do país, Iata levou o nome de Cajazeiras por décadas no cenário nacional do jornalismo esportivo.

A doação do acervo foi anunciada pela família do jornalista, por meio de seu irmão, o desembargador aposentado Siro Darlan. O material reúne um verdadeiro tesouro da história do futebol: centenas de camisas históricas da Seleção Brasileira e de Copas do Mundo, além de fotos raras, revistas, documentos, livros e registros acumulados ao longo de sua carreira no Rio de Janeiro.

Apesar da doação já estar confirmada, o museu enfrenta uma corrida contra o tempo. O acervo está guardado em uma chácara em Araruama (RJ), que foi colocada à venda, o que torna urgente a retirada do material. O principal obstáculo, segundo Reudesman Lopes, é o alto custo do transporte especializado necessário para preservar a integridade das peças, muitas delas frágeis e de grande valor histórico.

“Trata-se de um ganho fenomenal para Cajazeiras, mas que não pode ser viabilizado com recursos próprios. O acervo de Iata é extraordinário e representa uma doação histórica e rica do ponto de vista do futebol mundial”, destacou o curador. Ele ressalta que, com a incorporação do material, o Museu do Futebol de Cajazeiras poderá se tornar um dos maiores do gênero no Brasil, com relevância internacional.

Diante da falta de recursos imediatos, foi criada uma vaquinha virtual, iniciada em 19 de janeiro de 2026, com o objetivo de arrecadar fundos exclusivamente para cobrir os custos logísticos da transferência. O valor arrecadado será utilizado para a embalagem especial dos itens históricos, contratação de uma transportadora especializada no trajeto Rio de Janeiro–Cajazeiras e seguro de carga.

“O que eu quero é que Cajazeiras abrace essa nossa empreitada. Estou numa luta enorme e faço esse apelo à população e às nossas autoridades”, afirmou Reudesman, que também estendeu o chamado a deputados e representantes políticos.

Os organizadores da campanha destacam que contribuir com a vaquinha é investir na identidade cultural da cidade e preservar a memória de um cajazeirense que conquistou o Brasil sem jamais esquecer suas origens. A expectativa é que, com o apoio da sociedade civil, o acervo de Iata Anderson retorne à terra natal e consolide Cajazeiras como um importante centro de referência para pesquisadores e apaixonados por futebol.

Redação D1

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