MPF discute gestão do açude Boqueirão de Piranhas após denúncias de impacto socioambiental

O Ministério Público Federal na Paraíba (MPF-PB) realizou, nesta quarta-feira (4), uma reunião por videoconferência para tratar da gestão das águas do reservatório Engenheiro Avidos, o Boqueirão de Piranhas. O encontro foi conduzido pelo procurador da República Djalma Gusmão Feitosa e atendeu a uma demanda da Prefeitura de São José de Piranhas, que alerta para impactos da retirada e transferência de água do manancial.

De acordo com o advogado Felipe Medeiros, representante do município, a solicitação partiu de comunidades locais e pesquisadores que apontam que a retirada de água estaria superando a capacidade de reposição natural do reservatório, causando prejuízos ao abastecimento humano, à agricultura e ao meio ambiente. O prefeito Bal Lins relatou que cerca de 300 famílias ribeirinhas já são afetadas.

Entre os danos citados estão impactos socioeconômicos e culturais em comunidades que dependem do açude para pesca e subsistência, além de prejuízos ambientais no período de piracema e risco de pesca predatória. A velocidade do rebaixamento do nível da água, antes associada a causas naturais, agora estaria ligada à abertura de comportas e transferências para outras regiões. O MPF acompanhará o caso para avaliar medidas que garantam a sustentabilidade do uso da água.

D1 com Coisas de Cajazeiras

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