No Ica: Cajazeiras recebe nesta sexta (27) oficinas e espetáculo de circo em celebração ao teatro e à cultura popular

O Sertão da Paraíba será palco de uma programação especial promovida pela Funesc em alusão ao Dia Nacional do Circo e ao Dia Mundial do Teatro. As atividades acontecerão na cidade de Cajazeiras e prometem reunir crianças, adolescentes e o público em geral em uma imersão nas artes cênicas, com ações formativas e apresentações culturais gratuitas.

A programação começa à tarde, das 15h às 17h, com a oficina teatral “Corpos e Máscaras”, conduzida pela artista Alhandra Campos. A atividade será realizada no Teatro Íracles Brocos Pires, espaço cultural tradicional da cidade. Voltada para crianças e adolescentes, a oficina disponibiliza 20 vagas e propõe uma experiência que vai além do aprendizado técnico, explorando a criatividade e a expressão individual.

Durante a oficina, os participantes serão conduzidos por uma jornada que integra preparação corporal, jogos teatrais e experimentações cênicas. A proposta é estimular a consciência do corpo e a expressividade por meio do movimento, permitindo que os jovens explorem diferentes formas de construção de personagens. Como etapa final do processo, os alunos irão confeccionar suas próprias máscaras, transformando em elementos concretos as vivências adquiridas ao longo da atividade e dando forma visual às identidades criadas em cena.

Já no período da noite, às 19h, o público poderá conferir o espetáculo circense “A grande arenga do circo sem lona”, apresentado pelo grupo Teatro Oficina, sob a direção de Luiz Cacau. A montagem aposta na linguagem da palhaçaria para construir uma narrativa leve, divertida e repleta de interação com a plateia.

Em cena, os palhaços Labacé e Funaré protagonizam uma série de situações cômicas enquanto tentam montar um circo mesmo diante da completa desorganização — sem lona, sem planejamento e sem consenso. A partir do conceito de “arenga”, termo popular no Nordeste que remete a discussões e pequenas confusões do cotidiano, a dupla desenvolve esquetes marcadas por improviso, humor físico e disputas caricatas.

O espetáculo utiliza o riso como ferramenta crítica e afetiva, transformando conflitos cotidianos em momentos de leveza e identificação com o público. Entre desencontros e trapalhadas, os personagens revelam o lado cômico das pequenas disputas do dia a dia, mostrando que o conflito, muitas vezes, pode ser encarado como parte do jogo social.

Com classificação livre, a apresentação dialoga com públicos de todas as idades e reforça a tradição do circo popular, combinando elementos clássicos da palhaçaria com uma abordagem contemporânea e participativa. A iniciativa da Funesc busca democratizar o acesso à cultura no interior do estado, valorizando artistas locais e promovendo experiências artísticas que aproximam a população das artes cênicas.

Foto: Divulgação

Redação D1

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