O apoio ao deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) contra a criação do programa Gás do Povo pelo governo Lula (PT) foi usado como critério para vetar o acesso de católicos ao sacramento da eucaristia, no interior de Minas Gerais. O padre Flávio Ferreira Alves chegou a ordenar que apoiadores deste posicionamento de Nikolas saíssem da missa que celebrava, na Paróquia Santa Efigênia, em Córrego Novo (MG). E o deputado considerou o gesto como de “guerra espiritual”, com “trevas se levantando”.
“Tem católico concordando com Nikolas. Vou falar uma coisa grave, se você concorda com o Nikolas, que não quer dar botijão de gás para o pobre, por favor, saia da igreja agora. Você não merece receber a Eucaristia”, disse o líder religioso que teria se arrependido profundamente, segundo a Diocese de Caratinga.
Nikolas Ferreira classificou como “bizarro” e “heresia” o vídeo em que o padre condicionou apoio político para conceder ou não a maior comunhão com Cristo, no rito da Igreja Católica.
“Para mim, isso daqui não é uma guerra material, isso não é uma guerra política. Isso é uma guerra espiritual. Eu não tenho dúvidas, de que o tanto de coisas que eu tenho enfrentado, que nós temos enfrentado… É simplesmente as trevas se levantando. Mas, se Deus é por nós, quem será contra nós”, reagiu o parlamentar mineiro.
O político que é um dos principais apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ainda questionou qual motivo de sua posição incomodar tanto, por atuar contra o programa que considera uma imposição de “cabresto” eleitoral. Enquanto não vê a mesma indignação contra outros posicionamentos da esquerda.
“O fato de eu ter votado contra isso indigna mais este padre, essas autoridades religiosas, do que a esquerda que milita em prol de matar uma criança dentro do ventre, que é o aborto?”, questionou Nikolas, também citando escândalos do roubo a aposentados do INSS, acolhimento de ditadores sanguinários pelo Brasil e as fraudes do Banco Master, que não motivam críticas em cima do altar.
Veja o vídeo:
D1 com Diário do Poder