O Tribunal de Justiça da Paraíba aceitou nesta quarta-feira (27) a denúncia apresentada pelo Gaeco, do Ministério Público da Paraíba, em mais uma fase das investigações sobre o caso envolvendo o Hospital Padre Zé e o Programa Prato Cheio. Com a decisão, 16 investigados passam à condição de réus, entre eles o Padre Egídio de Carvalho, os ex-secretários Tibério Limeira e Pollyanna Dutra, além de empresários e ex-integrantes do Instituto São José.
A decisão seguiu o voto do relator, desembargador Márcio Murilo da Cunha Ramos, que apresentou relatório com 127 páginas apontando indícios suficientes para o recebimento da denúncia. Segundo o Gaeco, o grupo investigado teria operado um esquema de pagamento de propinas por meio de “devoluções” feitas por empresas contratadas para fornecer refeições e produtos ao hospital e ao programa social. De acordo com a denúncia, Tibério Limeira teria recebido R$ 50 mil e Pollyanna Dutra R$ 70 mil.
Durante a sessão, os desembargadores ressaltaram que o julgamento tratou apenas do recebimento da denúncia, sem análise do mérito das acusações. As defesas alegaram nulidades processuais e questionaram o acesso às provas, mas os pedidos foram rejeitados. Representando o Ministério Público, o procurador Luís Nicomedes afirmou que o suposto esquema era dividido em núcleos administrativo, político e empresarial. Após a decisão, a defesa de Pollyanna Dutra informou que irá recorrer e reafirmou a inocência da ex-secretária.
Difusora1 com informações do Blog do Jordan Bezerra