O presidente do diretório municipal do Partido dos Trabalhadores (PT) de Cajazeiras, Professor Joaquim Alves Neto, conhecido como Professor Kim Alves, comentou o anúncio do deputado federal Luiz Couto (PT) de apoio ao nome de Lucas Ribeiro para o Governo da Paraíba. As declarações foram feitas durante entrevista ao programa Boca Quente – segunda edição, da Difusora Rádio Cajazeiras, nesta quinta-feira (22).
Segundo Kim Alves, o posicionamento de Luiz Couto deve ser compreendido como uma decisão pessoal dentro do processo político e não representa, necessariamente, um rompimento com o projeto coletivo do partido. “A ida do Luiz Couto é um direito que assiste a todas as pessoas, com seus interesses individuais de cada candidatura”, afirmou. Ele destacou ainda que divergências de posicionamento são naturais dentro da legenda. “O Ricardo pode ter um posicionamento e defender, talvez, o nome do Cícero, ou o Luiz Couto defender o nome do Lucas, e assim por diante”, completou.
Para o dirigente petista, essas discussões fazem parte do processo democrático interno e não impedem uma convergência futura. “Em cima dessas discussões, não quer dizer que mais tarde, se tomar uma decisão, eles não tenham que vir aderir ao projeto maior do Partido dos Trabalhadores”, ressaltou.
Kim Alves alertou, no entanto, que o debate não deve se restringir apenas à escolha de um nome para o governo do Estado. Segundo ele, é fundamental discutir o conteúdo político e ideológico do projeto que será apresentado à população paraibana. “O grande cuidado que a gente também tem que ter não é só a questão do nome de governador, é como vai ser a essência e a filosofia desse trabalho de projeto no Estado da Paraíba”, disse.
O presidente do PT de Cajazeiras também demonstrou preocupação com a composição das chapas proporcionais e com o perfil dos parlamentares que podem integrar alianças políticas. “Se a gente fizer o governador, todo mundo vai dizer que vota no Lula, porque está bem. Mas depois, se a maioria dos deputados não forem favoráveis de forma progressista, nós estamos com um problema do tamanho do mundo”, alertou.
Na avaliação de Kim Alves, não é coerente defender um projeto de esquerda aliado a parlamentares que atuam de forma contrária às pautas progressistas. “Não dá para estar defendendo pessoas e fazer um palanque usando deputados de uma linha totalmente contrária à linha progressista”, afirmou.
O dirigente também fez críticas ao atual Congresso Nacional, classificando-o como um dos piores da história recente. “A gente viu esse Congresso que está aí, um dos piores que existe em nível nacional, porque vota contra a classe trabalhadora, contra os empresários e contra o próprio Brasil”, declarou. Para ele, o PT precisa priorizar candidaturas comprometidas com propostas de desenvolvimento e justiça social. “Nós temos que colocar deputados que pensem realmente de uma forma que o país possa progredir, com propositura, e não com atitudes odiosas”, concluiu.
As declarações reforçam o debate interno do PT paraibano sobre alianças, projeto político e estratégia eleitoral para os próximos pleitos.
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Redação D1