Durante a segunda parte do programa Boca Quente, o contador Neto Meireles esclareceu pontos centrais da reforma tributária, mudanças na carga de impostos, regras do MEI, isenção do imposto de renda e o avanço da fiscalização digital. De forma didática, ele explicou o que muda nos próximos anos e como as alterações devem impactar empresas, trabalhadores e consumidores.
Reforma tributária entra em fase de transição
Neto Meireles explicou que a reforma tributária só será plenamente aplicada em 2033, iniciando a fase de adaptação a partir de 2026, com ajustes gradativos nos sistemas e no envio de informações.
Redução e simplificação de tributos
Segundo o contador, diversos impostos federais, estaduais e municipais serão unificados e substituídos basicamente por dois tributos: o CBS e o IBS, simplificando a estrutura e reduzindo a carga tributária ao longo do tempo.
Carga tributária deve crescer em 2025
Neto destacou que a carga tributária brasileira, que era de cerca de 32,3% em 2024, deve chegar a aproximadamente 34% ou 35% em 2025, impulsionada pelo aumento da arrecadação federal.
Arrecadação será centralizada e redistribuída
O contador afirmou que a reforma centraliza a arrecadação na Receita Federal, mas garante o repasse regular aos estados e municípios, mantendo o pacto federativo.
MEI mantém limite de faturamento
Ele esclareceu que o Microempreendedor Individual continua com o teto anual de R$ 81 mil, já que a proposta de ampliação não foi aprovada pelo Congresso.
Importância social e econômica do MEI
Neto ressaltou que o MEI foi fundamental para formalizar trabalhadores antes invisíveis, garantindo previdência, acesso a crédito e inclusão econômica.
Ampliação do direito a créditos tributários
De acordo com o contador, a reforma vai ampliar o direito ao aproveitamento de créditos, inclusive sobre serviços e despesas como energia elétrica, beneficiando empresas e produtores.
Isenção do imposto de renda até R$ 5 mil
Ele informou que, a partir de 2026, quem ganha até R$ 5 mil por mês ficará isento do imposto de renda, enquanto rendas superiores continuarão obrigadas a declarar.
Fiscalização digital será mais rigorosa
Neto explicou que, com o cruzamento de dados entre Pix, cartões e notas fiscais, o governo pretende cobrar tributos de forma mais rápida e combater sonegação e crimes financeiros.
A participação de Neto Meireles no Boca Quente trouxe esclarecimentos importantes sobre as mudanças previstas na reforma tributária, destacando que o processo será gradual, com foco na simplificação, no controle digital e na ampliação da base de arrecadação, ao mesmo tempo em que busca reduzir distorções e garantir maior justiça fiscal no país.
Difusora1