O deputado federal Romero Rodrigues (Podemos) se pronunciou, nesta sexta-feira (27), sobre a aprovação da quebra de sigilo bancário de Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS. Para o parlamentar, a medida foi aprovada por meio de “manobras desleais, distorção dos fatos e narrativas contaminadas pela desonestidade política”.
Romero votou contra o requerimento que determinou a quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva. Ele ressaltou que a deliberação ocorreu em bloco, junto com outros pedidos, e que seu posicionamento não foi direcionado especificamente a nenhum dos nomes citados pelos integrantes da comissão. O deputado afirmou ainda que defende investigações rigorosas, porém “sem uso político ou espetacularização oportunista”.
“Reafirmo que nunca votei para proteger quem quer que seja. Defendo investigações sérias, técnicas e responsáveis, sem uso político ou espetacularização oportunista. É importante lembrar que o Supremo Tribunal Federal (STF) já havia, àquela altura, determinado providências relacionadas ao processo, o que demonstra que nesse caso as instituições estavam cumprindo seu papel”, disse em nota.
Na quinta-feira (26), a CPMI do INSS aprovou a quebra de sigilo bancário e fiscal de Lulinha. Os paraibanos Damião Feliciano (União) e Romero Rodrigues, titulares do colegiado, votaram contra o requerimento e se alinharam a parlamentares da base governista.
Após a votação, a sessão foi marcada por confusão e empurra-empurra. Parlamentares governistas se dirigiram à mesa diretora para protestar, o que gerou tumulto no plenário. Alguns deputados chegaram a trocar ameaças e precisaram ser contidos por colegas.
Leia a nota de Romero:
A votação ocorrida na CPMI do INSS nesta quinta-feira, 26, no Congresso Nacional, foi pródiga em manobras desleais, distorção dos fatos e narrativas contaminadas pela desonestidade política.
Em pauta na comissão a votação de um conjunto de 87 requerimentos deliberados em bloco e não especifico e nominal, conforme estabelece o rito da comissão. Meu voto não foi direcionado a qualquer pessoa em particular, mas ao pacote integral submetido à apreciação.
Reafirmo que nunca votei para proteger quem quer que seja. Defendo investigações sérias, técnicas e responsáveis, sem uso político ou espetacularização oportunista. É importante lembrar que o Supremo Tribunal Federal (STF) já havia, àquela altura, determinado providências relacionadas ao processo, o que demonstra que nesse caso as instituições estavam cumprindo seu papel.
Meu compromisso é com a responsabilidade institucional, com o devido processo legal e com a proteção do interesse público. Não faço política de torcida organizada, que faz da polarização um instrumento para a maldade e disseminação da discórdia.
Seguirei sendo coerente com meus princípios, defendendo investigações quando necessárias, sempre com equilíbrio, respeito à lei e responsabilidade.
D1 com Blog Gutemberg Cardoso