O sistema prisional da Paraíba passou por mais uma etapa de fiscalização rigorosa nesta terça-feira (6), com a deflagração de uma operação estratégica na Colônia Agrícola Penal de Sousa, no Sertão do estado. A ação foi coordenada pela Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap-PB) e teve como principal objetivo enfraquecer a atuação de organizações criminosas e impedir a prática de atividades ilícitas a partir do interior da unidade prisional.
A operação integrou o planejamento tático permanente da Seap e foi realizada de forma articulada, envolvendo diferentes frentes da segurança pública. Além de revistas estruturais em celas, áreas comuns e setores administrativos, a incursão teve como foco central o cumprimento de mandados judiciais de busca e apreensão expedidos pela Justiça, reforçando o caráter legal e investigativo da ação.
De acordo com a Gerência Executiva do Sistema Penitenciário (GESIPE), a iniciativa visa “limpar” o ambiente carcerário, retirando materiais proibidos e desarticulando possíveis planos criminosos que possam estar sendo planejados dentro das unidades prisionais, com reflexos diretos na segurança pública fora dos muros do presídio.
Um dos pontos que mais chamou a atenção foi o emprego de um efetivo altamente especializado. Mais de 30 agentes atuaram de maneira integrada, reunindo o conhecimento operacional dos policiais penais lotados na própria unidade com a atuação de grupos táticos de elite do sistema penitenciário. Entre as forças mobilizadas estavam o Grupo de Operações Especiais (GPOE), a Força Tática Penitenciária (FTPEN) e o Grupamento de Operações com Cães (GPOC/K9).
O uso de cães farejadores foi considerado decisivo para a vistoria minuciosa de áreas de difícil acesso, como frestas, paredes, buracos e estruturas improvisadas, locais comumente utilizados para ocultação de drogas, celulares, armas artesanais e outros objetos proibidos.
A Polícia Civil da Paraíba também deu suporte à operação, fortalecendo o viés investigativo da ação e auxiliando na coleta de informações que podem resultar em novos desdobramentos e responsabilizações criminais. O balanço detalhado do material apreendido não foi divulgado, por determinação estratégica, a fim de não comprometer investigações em andamento.
Em nota, a Seap-PB reforçou que o controle do Estado sobre as unidades prisionais é permanente e absoluto, destacando que ações semelhantes, inclusive de forma surpresa, continuarão sendo realizadas em todo o sistema penitenciário paraibano. A secretaria reafirmou ainda o compromisso com a manutenção da ordem, da disciplina e da segurança, tanto no ambiente carcerário quanto na sociedade em geral.
Redação D1