Senado reage à indicação de Lula ao STF e aprova “bomba fiscal”

O Senado enviou um recado político ao presidente Lula após a indicação de Jorge Messias ao STF, aprovando por 57 votos a 0 o projeto de Veneziano Vital do Rêgo (MDB) que cria uma “bomba fiscal” bilionária. A proposta concede aposentadoria com idade mínima reduzida, aposentadoria integral e reajustes iguais aos da ativa para agentes comunitários de saúde e de combate a endemias. O texto segue para a Câmara após ter sido retomado por Davi Alcolumbre, irritado com a decisão de Lula que preteriu Rodrigo Pacheco na disputa pela vaga no Supremo.

Mesmo ciente do impacto fiscal, o PT apoiou o projeto para evitar desgaste em ano pré-eleitoral perante uma categoria numerosa e influente. A Confederação Nacional dos Municípios considerou o texto ainda mais grave que a PEC 14/2021, já aprovada pela Câmara, classificando-o como “populista e orientado pela disputa eleitoral de 2026”, um “favor com chapéu alheio” e um risco adicional ao déficit atuarial dos regimes próprios, hoje acima de R$ 1,1 trilhão.

A aprovação é interpretada como manobra política e recado direto ao Planalto, que terá de lidar simultaneamente com o desgaste pela escolha para o STF e com a pressão fiscal criada pelo próprio Senado.

Difusora1 com informações Política

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