O ministro do STF, Alexandre de Moraes, determinou nesta quarta-feira (24) que a Procuradoria-Geral da República avalie se a apreensão de uma arma de fogo atribuída ao ex-presidente Jair Bolsonaro pode influenciar o cumprimento de sua prisão domiciliar. O procurador-geral Paulo Gonet terá 48 horas para se manifestar.
Na decisão, Moraes citou a Lei de Execuções Penais, que considera falta grave o condenado que “possuir, indevidamente, instrumento capaz de ofender a integridade física de outrem”. Bolsonaro cumpre atualmente prisão domiciliar humanitária, autorizada pelo STF em razão de seu estado de saúde.
A arma foi apreendida com um militar do Exército durante uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal, na última segunda-feira (15). Segundo depoimento prestado à Polícia Civil, Bolsonaro admitiu ser o proprietário do armamento e afirmou que ele estava em sua residência durante o cumprimento da prisão. Ao delegado, declarou que “tinha três mulheres em casa” e que “não podia ficar desarmado”.
Difusora1 com informações do G1