“Crianças Eram Obrigadas a Caminhar Mais de um Quilômetro para Estudar”, denuncia vereadora Luiza Trajano

Vereadora denuncia problema e secretário executivo de frota garante que situação foi resolvida

Na sessão da Câmara Municipal do dia 24 de março de 2025, a vereadora Luzia Trajano de Souza (Mobiliza) fez um pronunciamento contundente, denunciando a precariedade do transporte escolar no sítio Barreiros. Segundo a parlamentar, duas crianças – uma delas com TDAH – estavam sendo forçadas a caminhar mais de um quilômetro diariamente para alcançar o ponto onde o ônibus escolar finalmente as pegava.

O motivo? O veículo municipal simplesmente não passava próximo à residência delas, embora o micro-ônibus estadual fizesse o mesmo trajeto sem problemas. “Qual é o segredo?”, questionou a vereadora, cobrando explicações do diretor de transporte escolar, Jaime Elson.

Ainda segundo Luzia, a mãe das crianças tentou resolver a situação diretamente com o secretário de Transportes, mas recebeu uma resposta categórica: o ônibus “não podia ir até lá”. Em busca de esclarecimentos, a vereadora enviou mensagens ao diretor do transporte, que sequer teve “a educação” de responder.

Diante da omissão, Luzia levou o caso à tribuna, exigindo que a Secretaria de Educação e a prefeita tomem providências urgentes para garantir um transporte escolar digno às crianças.

Secretário executivo de frota responde

Após a repercussão do caso, Jaymeelson Daniel, secretário executivo de frota municipal, entrou em contato com nossa reportagem e afirmou que, ao ser notificado pela vereadora Luzia Trajano, imediatamente buscou solucionar a questão, garantindo que a problemática citada pela parlamentar foi resolvida com êxito.

Ele justificou a falta de resposta direta à vereadora alegando que, por já ter resolvido o problema, não se atentou em comunicá-la novamente.

Jaymeelson também destacou que a gestão da prefeita Corrinha Delfino sempre foi pautada em ouvir e resolver causas populares, reforçando que, como secretário-executivo, tem a obrigação de atender toda a população, tanto da zona urbana quanto da zona rural do município.

A questão agora é: se a solução foi tão rápida, por que a necessidade de uma cobrança pública? E, mais importante, quantos outros problemas semelhantes ainda aguardam resposta?

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