Conflitos entre Estados Unidos e Irã voltaram a se intensificar neste domingo (19), com uma nova onda de ataques anunciada pelo Comando Central das Forças Armadas dos EUA (Centcom). Pelo nono dia consecutivo, forças americanas bombardearam alvos militares iranianos, alegando que a ofensiva busca reduzir a capacidade de Teerã de realizar ataques contra embarcações comerciais e civis que transitam pelo Estreito de Ormuz. Segundo o jornal The New York Times, os EUA também reforçaram a presença militar na região com o envio de mais aeronaves de combate.
A escalada ocorre após a morte de três militares americanos em ações atribuídas ao Irã. Dois morreram durante um ataque a uma base dos EUA na Jordânia e outro faleceu no Iraque durante a detonação controlada de uma munição deixada por um drone iraniano abatido. Um militar segue desaparecido, enquanto outros ficaram feridos. O presidente Donald Trump afirmou que os bombardeios representam uma resposta às mortes dos soldados americanos e declarou que o Irã foi atingido de forma “muito dura”. Desde o início do conflito, 16 militares dos EUA morreram e mais de 430 ficaram feridos.
Em reação, o líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, voltou a acusar os Estados Unidos de descumprirem os compromissos firmados no acordo de cessar-fogo de junho e anunciou a suspensão das obrigações assumidas por Teerã. O Irã também intensificou ataques contra aliados de Washington na região, atingindo instalações militares e infraestrutura no Kuwait. Enquanto isso, a mídia estatal iraniana informou que bombardeios americanos danificaram usinas elétricas e de dessalinização na província de Hormozgan e na ilha de Qeshm, afetando o abastecimento de água de milhares de pessoas.
Difusora1 com informações do g1