Venda de câmeras de segurança e fechaduras cresce 40% no Brasil

O aumento da violência e a crescente preocupação com a segurança patrimonial provocam uma corrida por dispositivos de monitoramento e controle de acesso no Brasil. Em lojas especializadas, o volume de vendas de câmeras de segurança, alarmes e fechaduras eletrônicas registra alta de 40% no período de um ano. A demanda abrange desde residências e apartamentos até estabelecimentos comerciais que buscam coibir crimes e monitorar operações em tempo real.

No setor varejista, o uso da tecnologia se tornou ferramenta estratégica de gestão. O empresário Alessandro Ibiapina, dono de um supermercado, utiliza um sistema composto por 60 câmeras que monitoram simultaneamente todas as áreas da loja. Segundo o proprietário, o investimento é fundamental para a identificação de furtos e para a manutenção da ordem dentro do estabelecimento.

Tecnologia e variação de preços

O mercado oferece uma ampla gama de dispositivos, com valores que variam de 100 reais a quase 20 mil reais. A discrepância de preços está diretamente ligada à sofisticação tecnológica embarcada nos equipamentos. O empresário Diego Hiroaki explica que os modelos mais básicos limitam-se ao registro de imagens, enquanto sistemas avançados possuem sensores de movimento, zoom de alta definição e alertas sonoros integrados para afastar invasores.

Para os consumidores que optam por empresas de monitoramento profissional, o custo do serviço é dimensionado pela quantidade de câmeras e pela complexidade do sistema instalado. Nestes casos, a segurança é reforçada pelo uso de redes fechadas, sem exposição direta à internet pública, o que dificulta ataques externos. Além disso, essas empresas operam sob regulamentações rigorosas de controle de dados.

Riscos de cibersegurança e cuidados na instalação

Apesar dos benefícios, a instalação desses dispositivos exige cautela rigorosa para evitar que o sistema de segurança se torne uma vulnerabilidade. Imagens vazadas por configurações inadequadas podem ser utilizadas por criminosos para observar a rotina das famílias e monitorar o fluxo de moradores.

A especialista em cibersegurança Nathalia Carmo orienta que os usuários devem manter os softwares sempre atualizados e utilizar redes Wi-Fi protegidas por senhas fortes. Outra recomendação importante é evitar o compartilhamento de acessos com terceiros e não instalar câmeras em áreas íntimas da residência.

Em relação às fechaduras eletrônicas, Nathalia Carmo destaca a diferença entre os modelos “smart”, conectados à internet, e os sistemas offline, que operam via senha ou reconhecimento facial. De acordo com a especialista, modelos conectados podem apresentar falhas ou travamentos em caso de queda do sinal de internet, enquanto as versões offline tendem a oferecer maior estabilidade e segurança técnica contra invasões remotas.

D1 com Band.com

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