chapa que o ex-ministro da Saúde bolsonarista, Marcelo Queiroga (PL). Em entrevista concedida à Rádio Correio FM de João Pessoa, o presidente estadual do MDB da Paraíba revelou ter boa relação com o cardiologista, mas afirmou que ambos defendem ideias opostas do ponto de vista político.
“Tenho maior estima e respeito ao profissional e tenho as diferenças, que são as que eu tenho com ele e que ele tem comigo”, explicou Veneziano ao afirmar que não seria possível a construção de uma mesma chapa em que os dois nomes figurassem como aliados pedindo votos juntos.
Veneziano rechaçou a tese de que a pré-candidatura de Nabor Wanderley (Republicanos) ao Senado possa dividir votos lulistas com ele na Paraíba. Segundo o parlamentar, o Republicanos, partido comandado na Paraíba pelo grupe familiar do atual prefeito de Patos, seria um partido de centro ou centro-direita com exemplos de pedidos de votos para Bolsonaro em campanhas passadas.
O parlamentar defende que não é possível pedir votos para Lula no Sertão e ter uma postura divergente nas outras regiões do estado. “Pode querer passar a ideia de, mas o que você vai dizer é outra coisa, mesmo que não seja do seu convencimento, cabe a mim como eleitor saber o que você é”, definiu o senador.
Veneziano confirmou que Nabor até poderá dividir palanque com Lula no estado em virtude da construção das conjunturas políticas locais, mas que não terá o seu pedido de voto. “Ele só não tem o voto de Lula”, afirmou o senador que é um aliado tradicional do presidente da República no estado.
Um dos líderes do governo no Senado Federal, Veneziano também demonstrou não acreditar numa possibilidade de um palanque que consiga reunir toda a esquerda e todos os eleitores de Lula na Paraíba. Segundo o parlamentar, o próprio PT, partido do presidente Lula, não tem demonstrado interesse neste caminho como possível.
D1 com WSCOM