A indefinição sobre o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) evidencia a prática da Câmara de manter mandatos e uso de assessores de deputados bolsonaristas fora do país, mesmo diante de decisões judiciais. Eduardo Bolsonaro (PL-SP) está nos Estados Unidos desde março, faltou a 50 sessões, compareceu a 13 e mantém nove assessores custando R$ 132 mil por mês. Carla Zambelli (PL-SP), presa na Itália, teve a decisão do STF sobre seu afastamento adiada por cinco meses. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), proibiu votações remotas pelo celular, mas manteve os mandatos e funções, enquanto o Conselho de Ética não tratou do tema.
Ramagem foi condenado a 16 anos e um mês de prisão por tentativa de golpe, com mandado de prisão em aberto, mas a Mesa Diretora ainda avalia se enviará o caso à CCJ. Eduardo Bolsonaro, réu por coação, tem salário e reembolso de cota parlamentar bloqueados e precisa devolver R$ 13.941 por faltas, inscrito na Dívida Ativa da União. Zambelli segue com processo na CCJ desde junho, com oitivas e depoimentos até setembro, e o relator Diego Garcia aguarda documentos do STF e consultas técnicas, prolongando a análise da perda de mandato.
Difusora1 com informações da Folha de São Paulo