Cajazeiras registra saldo negativo de empregos em fevereiro, com demissões concentradas na construção civil

Enquanto o Brasil e a Paraíba comemoraram a geração de novos postos de trabalho em fevereiro, Cajazeiras enfrentou um saldo negativo de 98 empregos formais, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O setor que mais contribuiu para esse resultado foi a construção civil, com 161 demissões líquidas – um número que chama atenção diante do cenário regional.

Desempenho por setor

  • Construção Civil: 60 admissões e 221 demissões (saldo de -161)
  • Serviços: 91 admissões e 54 demissões (saldo de +37)
  • Comércio: 98 admissões e 86 demissões (saldo de +12)
  • Indústria: 36 admissões e 22 demissões (saldo de +14)

O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Alexandre Costa, vinha associando parte dessas demissões à conclusão das obras do Ramal do Apodi, que reduziu a demanda por mão de obra. No entanto, o fenômeno parece refletir uma estagnação mais ampla do setor na cidade.

Nas últimas décadas, Cajazeiras viveu um crescimento acelerado na construção civil, impulsionado pela expansão do ensino superior (com novas universidades e cursos) e pelo programa Minha Casa, Minha Vida. Em 2024, a cidade até superou Sousa em autorizações de novas construções, com 1.548 registros no Crea, segundo a CDL. Apesar disso, o mercado local parece enfrentar um resfriamento, com redução na absorção de trabalhadores.

Os números de Cajazeiras contrastam com os do Brasil, que gerou 431.995 empregos formais em fevereiro, e com os da Paraíba, que teve 525 novas contratações líquidas. A construção civil nacional, inclusive, teve desempenho positivo, o que torna o caso de Cajazeiras ainda mais singular.

Especialistas apontam que, além do fim de obras específicas, fatores como alta dos insumos, retração no crédito imobiliário e saturação do mercado podem estar influenciando o resultado.

D1 com Coisas de Cajazeiras

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