O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) escolheu três nomes para substituir ministros do primeiro escalão, que deixarão o governo para reforçar a campanha petista de 2026.
As mudanças devem ser formalizadas até abril, e preveem alcançar o ministro da Fazenda, Fernando Haddad; o da Casa Civil, Rui Costa; e a secretaria de Relações Institucionais, de Gleisi Hoffmann.
Os três ministros são do partido de Lula e cotados pelo presidente para campanhas ao Senado. O cargo final ainda pode passar alterações a partir de avaliações do partido, mas é certo que deixam o governo e serão substituídos por secretários-executivos, segundo apurou o R7. Veja as mudanças previstas:
- Fernando Haddad, da Fazenda, será substituído pelo secretário-executivo Dario Durigan;
- Rui Costa, da Casa Civil, terá o posto assumido também pela secretária-executiva Miriam Belchior;
- Gleisi Hoffmann, da Secretaria de Relações Institucionais, entregará o cargo a Olavo Noleto, que é secretário-executivo do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social e Sustentável, o “Conselhão”.
Os ministros deixarão cargos para atender ao prazo legal de desincompatibilização, indicado para abril. Ao menos 17 dos 38 nomes da Esplanada de Lula deverão ser substituído para a disputa eleitoral.
A ideia é reforçar a base no Congresso Nacional, caso Lula alcance a reeleição. O principal foco é voltado ao Senado, que também está no radar do PL, do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A ministra Gleisi confirmou a pré-candidatura ao Senado pelo Paraná, e a expectativa é de que Haddad também dispute à Casa Alta, por São Paulo. No caso do ministro da Fazenda, ainda paira dúvida a uma eventual candidatura ao Palácio dos Bandeirantes.
Rui Costa também deve ser confirmado ao Senado pela Bahia. O ministro chegou a ser cotado ao governo do estado, mas o PT ainda aposta na reeleição de Jerônimo Rodrigues.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
D1 com R7