Os oficiais da Polícia Militar da Paraíba e do Corpo de Bombeiros Militar da Paraíba, tanto da ativa quanto da reserva, participam na tarde desta terça-feira (3) de uma assembleia geral extraordinária no bairro do Bessa, em João Pessoa.
O encontro promete ser decisivo para a categoria. Na pauta, está a análise e deliberação sobre o reajuste salarial publicado no Diário Oficial do Estado nos dias 4 e 20 de fevereiro de 2026. A expectativa é grande, já que o tema mexe diretamente com o bolso de centenas de militares e também com quem já está na inatividade.
Proposta foi construída após reunião de coronéis
Antes da assembleia geral, os coronéis da ativa da PM já haviam se reunido no último dia 23 para discutir a política remuneratória da corporação. Após avaliarem os números apresentados pelo governo, eles elaboraram uma proposta que, segundo o grupo, busca corrigir distorções e garantir mais equilíbrio salarial dentro das forças de segurança.
Entre os principais pontos defendidos estão:
- Soldo único para militares ativos e inativos, com incorporação da gratificação de habilitação, adicional de inatividade e anuênio;
- Auxílio-alimentação para os militares da ativa;
- Possibilidade de complementação salarial por meio de ajuda de custo operacional, cargos comissionados, magistério e outras gratificações (para quem está na ativa);
- Modernização do anuênio, que atualmente está congelado;
- Criação de gratificação de periculosidade e insalubridade, buscando garantir simetria salarial com o Corpo de Bombeiros.
Comparação com a Polícia Civil pesa nas discussões
De acordo com os coronéis, a proposta leva em consideração a histórica simetria remuneratória entre os cargos máximos da Polícia Militar e da Polícia Civil da Paraíba — ou seja, entre coronéis e delegados.
O debate ganhou ainda mais força após a divulgação dos reajustes concedidos em 2026 à Polícia Civil. Segundo o texto analisado pela categoria:
- Delegados tiveram reajuste médio de 42%;
- Categorias de apoio da Polícia Civil receberam aumento médio de 24%.
Diante desses números, oficiais da PM e dos Bombeiros defendem que é necessário manter o equilíbrio entre as forças de segurança, argumentando que as responsabilidades e os riscos enfrentados pelas corporações são semelhantes.
Clima é de expectativa
A assembleia desta terça deve reunir um grande número de oficiais e pode definir os próximos passos da categoria, inclusive possíveis encaminhamentos junto ao Governo do Estado.
Para muitos militares, o momento é visto como crucial para garantir valorização profissional e reconhecimento financeiro após anos de debates sobre a política salarial das forças de segurança na Paraíba.
Veja a convocatória:

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Redação D1