A Paraíba foi apontada como o estado mais próspero do Nordeste e o sétimo colocado em todo o Brasil no ranking do Índice de Ecossistemas de Impacto (INDEI) 2026, divulgado na última quinta-feira (6). O levantamento analisa a capacidade dos estados brasileiros de construir ambientes econômicos sustentáveis, inovadores e com impacto social positivo.
O resultado coloca a Paraíba em posição de destaque no cenário nacional, inclusive à frente de estados mais desenvolvidos economicamente, como São Paulo, quando se trata de ativos e condições favoráveis para a chamada nova economia.
Como funciona o índice
O INDEI avalia a chamada prosperidade sistêmica dos territórios, cruzando dados e indicadores que mostram o nível de desenvolvimento e a capacidade de crescimento sustentável de cada estado.
A análise considera três grandes eixos:
- Econômico-empresarial – que observa fatores como conectividade entre empresas, agilidade para abrir e manter negócios, infraestrutura logística e ambiente para inovação;
- Sociocultural – que inclui indicadores como educação, saúde, capital social e qualidade de vida da população;
- Ambiental – que analisa gestão de recursos naturais, sustentabilidade e transição para energias limpas.
A metodologia funciona como um diagnóstico detalhado do ambiente de desenvolvimento de cada região, identificando quais estados possuem bases mais sólidas e equilibradas para sustentar crescimento econômico no longo prazo e gerar impactos positivos para a sociedade e o meio ambiente.
Resultado reforça competitividade do estado
De acordo com o secretário de Planejamento, Orçamento e Gestão da Paraíba, Gilmar Martins, o desempenho no ranking acompanha outros indicadores que já vêm apontando a competitividade do estado nos últimos anos.
Entre os estudos citados pelo secretário estão o Índice de Competitividade do CLP 2025, o Índice Mackenzie de Liberdade Econômica Estadual (IMLEE) 2025 e o Índice de Progresso Social (IPS Brasil) 2025, que também colocam a Paraíba em posição de destaque dentro da região Nordeste.
Segundo ele, fatores como planejamento estratégico baseado em dados, investimentos em infraestrutura, segurança jurídica e equilíbrio fiscal têm contribuído para melhorar o ambiente econômico do estado.
Gestão pública também foi destacada
O relatório também aponta que um ambiente econômico saudável depende de uma estrutura pública eficiente. Segundo o estudo, máquinas governamentais pesadas, lentas e burocráticas podem sufocar o empreendedorismo, reduzir investimentos e drenar recursos da sociedade.
Para avançar na escala de prosperidade, o estudo indica que os estados precisam garantir segurança jurídica, simplificar processos e criar condições para que empresas e empreendedores possam gerar riqueza.
Nesse aspecto, a gestão do governador João Azevêdo recebeu destaque, alcançando nota 3,45, a maior entre os estados do Nordeste e a sétima melhor avaliação do país dentro da metodologia aplicada pelo índice.
Estudo aponta caminhos para o futuro
Além de apresentar o ranking, o relatório do INDEI também funciona como uma ferramenta estratégica para orientar políticas públicas e investimentos privados. O estudo identifica oportunidades para que governos e empresas criem mecanismos de financiamento e fortaleçam redes econômicas locais.
Para a região Nordeste, o levantamento indica que os resultados podem servir como base para a construção de novos modelos de desenvolvimento, voltados à sustentabilidade, à inovação e ao fortalecimento das economias regionais, com foco no bem-estar social e na valorização cultural.
O estudo completo pode ser consultado no site da organização responsável pelo levantamento.
Redação D1